Apesar de fazer parte da base aliada do prefeito Marcão, o presidente da Câmara, vereador Bruno Guazeli, tenta agora posar de independente cobrando publicamente o cumprimento de uma promessa de campanha: a doação do salário do prefeito a uma instituição de caridade. Durante a eleição, Bruno caminhou lado a lado com Marcão, pedindo votos e comemorando a vitória como aliado fiel. Agora, tenta construir uma imagem de autonomia, enquanto mantém a estrutura da Câmara subserviente e pouco transparente.
Em pronunciamento recente nas redes sociais e em sessão da Câmara, Bruno afirmou que “não usa cabresto” e que “quando for necessário cobrar, cobrará”. O discurso, no entanto, soa contraditório para quem acompanha de perto o dia a dia da Casa: a gestão da Câmara sob o comando de Bruno é marcada por omissões, falta de fiscalização real e silêncio diante de vários problemas da administração municipal.
A cobrança feita ao prefeito sobre a doação do salário atende, na prática, mais a um jogo de marketing pessoal do que a um compromisso real com a transparência. Faltam respostas para questões muito mais graves da atual administração — e Bruno permanece calado. A insistência em um tema que foi promessa de campanha, embora legítima, parece mais uma tentativa de encobrir a falta de atuação firme diante de problemas mais urgentes enfrentados pela população.
Enquanto isso, a Câmara, sob a presidência de Bruno, segue distante das suas responsabilidades constitucionais de fiscalização efetiva e diálogo transparente com o povo.
ARREPENDIMENTO… OU SENSACIONALISMO?