Portal "Notícias da Divisa"

Vereador Timburi recua em CPI contra prefeito e pode perder o mandato por traição ao PSDB

O vereador Luiz Timburi (PSDB) está no centro de uma crise política em Fartura após protagonizar um gesto que vem sendo classificado como traição dentro do próprio partido. Timburi retirou, de última hora, sua assinatura do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria denúncias de irregularidades na administração do prefeito Marcão do Haras (PSD), inclusive no caso da chamada “Sucata”, que já resultou na exoneração do secretário Paulo Surubi.

João Buranello, presidente do PSDB em FarturaO requerimento da CPI, protocolado na Câmara Municipal pelos vereadores João Buranello, Luiz Timburi e Juliano Damásio, constava oficialmente na pauta da sessão desta segunda-feira (6) e chegou a ser publicado no site institucional do Legislativo. A proposta previa a apuração de possíveis crimes contra a administração e o patrimônio público, bem como atos de improbidade administrativa com prejuízos ao erário, especialmente nas Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente e de Educação.

No entanto, em uma reviravolta inesperada, Timburi retirou sua assinatura do documento momentos antes do início da sessão. O gesto causou perplexidade nos bastidores políticos e indignação entre seus correligionários, que agora pedem providências.

Kutty, suplente do PSDB, caso o vereador Timburi seja caçado...Segundo fontes do PSDB, a conduta do parlamentar é considerada uma violação grave ao Estatuto Partidário. A direção municipal já analisa a abertura de processo disciplinar, que pode levar à expulsão de Timburi da legenda e, consequentemente, à perda do mandato. Caso isso se concretize, quem deve assumir a cadeira é o suplente Kuty do Banco.

A manobra de Timburi é vista como um sinal de alinhamento com o prefeito Marcão do Haras, acusado por denúncias que envolvem a má gestão de bens públicos e favorecimento político. Sua decisão enfraquece o movimento de fiscalização e levanta questionamentos sobre suas verdadeiras motivações.

O silêncio do vereador após o recuo só intensificou as especulações e críticas. Dentro e fora da Câmara, cresce a percepção de que Timburi trocou o dever de fiscalizar por conveniências políticas — e pode pagar caro por isso. Ressaltamos que esta Redação entrou em contato com o Timburi através do WhatsApp e o mesmo não se manifestou…