Uma denúncia envolvendo a empresa Tucunaré, que teria prestado serviços de manutenção de frota à Prefeitura de Fartura sem licitação válida por mais de 60 dias, foi protocolada junto ao Ministério Público e Câmara Municipal. O caso levanta questionamentos sobre a atuação do vereador Luiz Timburi (PSDB), que, segundo informações, teve contato direto com os serviços da empresa, mas ainda não se manifestou publicamente nem assinou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o ocorrido.
De acordo com denúncias vindas de dentro do setor (Garagem Municipal), a Tucunaré teria realizado reparos em ônibus escolares e máquinas pesadas pertencentes à frota municipal sem contrato formal ou processo licitatório regular, o que pode configurar irregularidade administrativa. A ausência de documentos que assegurem a transparência e o controle dos gastos públicos é apontada como um dos principais pontos a serem investigados.
A conduta dos vereadores, enquanto agentes fiscalizadores do poder público municipal, tem sido alvo de críticas por parte de moradores e lideranças locais. O foco recai, especialmente, sobre a postura do vereador Luiz Timburi, que teria conhecimento das atividades da empresa e, segundo relatos, utilizou serviços da mesma para manutenção de seu próprio veículo e de um ônibus.
O edil, no entanto, não assinou o requerimento de instalação da CPI que visa apurar possíveis irregularidades na contratação da empresa. Essa ausência de ação gerou dúvidas e preocupações sobre o compromisso dos legisladores com a transparência e o zelo pelos recursos públicos.
A legislação brasileira prevê punições para atos de improbidade administrativa, incluindo omissões que resultem em prejuízos à moralidade pública. A Lei nº 8.429/1992, no artigo 11, classifica como improbidade condutas que atentem contra os princípios da administração, como a moralidade e a legalidade. Já a Constituição Federal, no artigo 55, § 2º, prevê a possibilidade de perda de mandato parlamentar por quebra de decoro ou conduta incompatível com o exercício da função pública.
Diante disso, cresce a expectativa quanto à atuação da Câmara Municipal de Fartura diante da denúncia apresentada. O caso segue sob análise do Ministério Público, e eventuais medidas legislativas, como a instalação de uma CPI, dependem de mobilização dos parlamentares.
Procurado, o vereador Luiz Timburi através de seu WhatsApp, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso ou sobre os motivos que o levaram a não assinar o requerimento da CPI. A reportagem segue acompanhando o desenrolar dos fatos e aguardando posicionamentos das autoridades envolvidas.