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Funcionários da Garagem Municipal afirmam que mais vereadores tinham conhecimento de irregularidades em contratos com a empresa Tucunaré

Novas informações vindas do setor de transportes da Prefeitura de Fartura reforçam suspeitas de que o esquema envolvendo a empresa Retífica Tucunaré teria o conhecimento de mais agentes públicos, além dos já citados anteriormente. Segundo relatos obtidos pela reportagem, a empresa teria prestado serviços mecânicos por mais de dois meses sem processo licitatório regular, com ordens de serviço assinadas por servidor comissionado.

As declarações foram repassadas por um denunciante ligado à Garagem Municipal, que afirma que “seu Márcio condenava os veículos e a Tucunaré vinha com uma ordem de serviço assinada por ele mesmo para arrumar…”. Ainda de acordo com o relato, a prática se estendeu por um período contínuo: “…fizeram isso todos os dias por mais de 60 dias…”.

Um dos nomes citados diretamente é o do vereador Luiz Timburi (PSDB), apontado como alguém que teria conhecimento das operações realizadas pela empresa. “Timburi estava ajudando o seu Márcio quando precisava levar veículo para a Tucunaré em Taguaí ou Assis para consertar e por isso sabia do rolo…”, diz o denunciante. Ele acrescenta: “…ele que faz o corre pro seu Márcio… ele que leva veículos para arrumar fora da cidade quando precisa…”.

A mesma fonte revelou que a empresa estaria expandindo suas atividades, inclusive sem licitação vigente: “…Tucunaré está alugando uma oficina em Taguaí para dar suporte até sair licitação…”. Segundo a denúncia, o esquema seria controlado por um servidor com cargo de confiança: “…quem comanda esse esquema todo é o seu Márcio, então ele só coloca pra essas coisas quem está na folha dele…”.

O vereador e presidente da Câmara, Bruno Guazzelli também foi citado nas declarações, supostamente por ter participado de uma visita à garagem municipal em companhia de representantes da empresa: “…Bruno já esteve com a Tucunaré na garagem vendo patrol… pedindo prioridade para arrumar, depois disso foi fazer um vídeo na estrada andando na mesma…”. No entanto, segundo o denunciante, a manutenção teria sido ineficaz: “…no dia seguinte a máquina voltou quebrada de novo…”.

Por fim, a fonte sugere que mais detalhes sobre as operações da empresa poderiam ser obtidos com outro servidor: “…quer saber tudo da Tucunaré? Converse com o Terso, ele conta tudo!”.

As denúncias ampliam os questionamentos sobre a atuação da Câmara Municipal no caso. Até o momento, apenas parte dos vereadores manifestou apoio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as contratações da Tucunaré. O vereador Luiz Timburi, citado nas denúncias, ainda não se pronunciou oficialmente, assinando o Requerimento para instaurar a CPI e depois protocolando um pedido junto a Casa de Leis pedindo a retirada de sua assinatura do Requerimento para instauração da CPI.

O caso já foi encaminhado ao Ministério Público e permanece sob análise. A reportagem entrou em contato com os vereadores mencionados, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A ausência de manifestações públicas e de medidas mais contundentes por parte do Legislativo tem alimentado dúvidas entre moradores e lideranças locais: afinal, por que os vereadores evitam investigar o caso Tucunaré? O que pode estar sendo omitido?

A apuração segue em andamento, e a reportagem continuará acompanhando os desdobramentos junto às autoridades competentes. Os vereadores citados, o prefeito de Fartura, o comissionado responsável pela Garagem Municipal e os representantes da empresa Tucunaré seguem com espaço aberto para manifestação. O portal Notícias da Divisa permanece à disposição.