A Polícia Civil da Estância Turística de Paranapanema prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (15), um jovem de 19 anos investigado por envolvimento em duas tentativas de homicídio ocorridas em janeiro deste ano. A ação foi resultado do cumprimento de dois mandados expedidos pela Vara Única da Comarca local, com base em investigações conduzidas pela equipe da Delegacia de Polícia da cidade.
O primeiro crime aconteceu na noite de 24 de janeiro, nas proximidades de uma adega no centro do município. Três pessoas foram agredidas durante o ataque, incluindo uma mulher e seu namorado, que foram espancados com socos e pontapés. Um terceiro homem, que tentou intervir, foi esfaqueado nas costas e precisou ser submetido a cirurgia de emergência após sofrer intensa hemorragia. Laudos periciais confirmaram a gravidade da lesão.
Dois dias depois, em 26 de janeiro, outra tentativa de homicídio foi registrada na praça central de Paranapanema. A vítima, que havia discutido com dois homens em um campo de futebol, foi surpreendida em via pública. Segundo a investigação, o suspeito se aproximou em tom de provocação e, em um momento de distração, atacou a vítima com um golpe de canivete no abdômen. Mesmo ferido e perseguido pelo agressor, o homem conseguiu fugir e buscar socorro médico.
Com base nos elementos reunidos — incluindo provas materiais, testemunhos e laudos médicos —, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. Na decisão, o Judiciário destacou a gravidade dos fatos, o modo traiçoeiro de execução, a reincidência em curto intervalo e a periculosidade do suspeito, descartando a adoção de medidas cautelares alternativas.
A prisão foi realizada sem resistência. O suspeito foi submetido a exame de corpo de delito e permanece detido à disposição da Justiça. A companheira do investigado, que estava presente no momento da abordagem, também foi notificada sobre os mandados.
A Delegacia Seccional de Polícia de Avaré elogiou a atuação da equipe de Paranapanema, que conduziu as investigações com celeridade e precisão. O delegado responsável também solicitou a prisão preventiva de um segundo envolvido em um dos ataques.
O inquérito agora segue para o Ministério Público, que poderá oferecer denúncia pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, lesão corporal grave e outros. Se condenados, os acusados podem pegar mais de 20 anos de prisão.