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SESSÃO ÀS ESCONDIDAS: Prefeito Marcão e Presidente da Câmara preparam votação que poderá prejudicar professores municipais

Projetos preveem corte de benefícios de professores e aumento de salários para cargos de confiança; votação deve ocorrer em sessão extraordinária nesta sexta-feira, sem debate público.

Fartura enfrenta um dos momentos mais delicados de sua história política. Em meio a uma série de decisões questionáveis, o prefeito Marcão do Haras e o presidente da Câmara Municipal, Bruno Guazzelli Durço, articulam a realização de uma sessão extraordinária na próxima sexta-feira, 23 de maios, às 18h30m para votar dois projetos polêmicos, sem consulta pública ou debate com os servidores. As propostas atingem diretamente a categoria dos professores e favorecem cargos de confiança da administração.

Sessão extraordinária às pressas

Segundo informações apuradas pelo portal, a gestão municipal prepara, de forma discreta, a convocação de uma sessão extraordinária da Câmara para esta sexta-feira. A movimentação, conduzida pelo prefeito Marcão do Haras em parceria com o presidente do Legislativo, Bruno Guazzelli Durço, conta com o apoio da base governista e preocupa servidores da Educação e parte da população.

Corte de benefícios dos professores

Um dos projetos em pauta propõe a retirada de diversos benefícios conquistados pelos professores ao longo dos anos. A minuta da proposta teria sido apresentada a alguns representantes da categoria e aos vereadores, prevendo cortes que, se aprovados, impactariam diretamente a remuneração e direitos trabalhistas dos profissionais da Rede Municipal de Ensino.

A justificativa, segundo interlocutores próximos à administração, seria o descontentamento do prefeito com os salários atuais da categoria, que foram reajustados na última gestão para cumprimento do piso salarial nacional dos professores. Marcão do Haras consideraria os valores pagos “acima do aceitável”, além de culpar o valor da folha de pagamento da Educação pelo alto percentual que a folha de pagamento geral da Prefeitura de Fartura atingiu neste mandato, posição que tem gerado revolta entre os servidores da área da Educação.

Aumento salarial para comissionados

Paralelamente, o outro projeto que deve ser votado eleva os salários dos cargos de confiança da Educação — aqueles indicados politicamente para funções de chefia em escolas e setores da Secretaria de Educação. A medida é proposta mesmo após o Executivo não conceder o reajuste de 10% previsto no orçamento de 2025 para todo o funcionalismo público.

A decisão de priorizar aumentos salariais apenas para comissionados da Educação gerou críticas e protestos internos. Servidores denunciam favorecimento político e descaso com os demais trabalhadores da administração municipal.

Falta de transparência e debate público

Matérias complexas e que impactam diretamente a vida de servidores e da comunidade escolar deveriam, segundo especialistas e legislação, ser discutidas em audiências públicas e votadas em sessões ordinárias, com ampla divulgação e participação popular.

No entanto, a atual gestão, mais uma vez, opta por agir na surdina. Na última sessão da Câmara, o presidente Bruno Guazzelli Durço chegou a afirmar que “manda quem pode, obedece quem tem juízo” — frase que, para muitos, resume o clima de autoritarismo e falta de diálogo que impera no município.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Nº 10/2025