A Polícia Civil de Paranapanema prendeu preventivamente, na tarde de 26 de maio de 2025, um homem de 27 anos acusado de uma série de crimes patrimoniais no município. O suspeito foi detido após praticar, no dia anterior, crimes de roubo e extorsão contra um colega com quem dividia a residência.
De acordo com as investigações, o acusado usou uma faca para ameaçar a vítima, causando ferimentos superficiais no pescoço, com o objetivo de obrigá-la a entregar o aparelho celular, além das senhas da conta bancária e do cartão. O crime ocorreu na noite de domingo, 25 de maio, e, temendo por sua segurança, a vítima passou a noite fora de casa, acionando a Polícia Militar na manhã seguinte.
Com base nas informações repassadas, a Polícia Militar localizou o suspeito em um posto de combustíveis às margens da rodovia, onde ele se preparava para deixar a cidade. No entanto, não foi possível realizar o flagrante, devido ao tempo decorrido entre o crime e a abordagem.
Durante a ação, foram encontrados em posse do investigado alguns objetos subtraídos da vítima, como um frasco de perfume, o cartão bancário e o carregador de celular, reforçando os indícios de autoria.
As investigações também revelaram que, dias antes, em 18 de maio, o mesmo indivíduo havia cometido outros crimes na cidade vizinha de Campos de Holambra, onde furtou dinheiro do caixa de um supermercado e, em seguida, utilizou parte do valor para compras no próprio estabelecimento, configurando crimes de furto e estelionato.
Além do histórico recente, a Polícia Civil constatou que o homem possui uma condenação criminal pela Vara Criminal de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, onde foi sentenciado a cinco anos e quatro meses de reclusão por crime patrimonial cometido com violência e grave ameaça, embora a decisão ainda não tenha transitado em julgado.
Diante da gravidade dos crimes, da reincidência e do risco de fuga, o delegado titular de Paranapanema, Sérgio Salvador de Andrade, solicitou a prisão preventiva do acusado, pedido que foi acolhido pelo Ministério Público e deferido pelo Poder Judiciário. A decisão judicial destacou a necessidade da custódia para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Cumprido o mandado, o suspeito foi submetido a exame de corpo de delito e encaminhado à carceragem da Delegacia de Taquarituba, onde permanece à disposição da Justiça.