A administração do prefeito Marcão do Haras e da vice-prefeita Célia do Zé completa seis meses à frente da Prefeitura de Fartura, mas o balanço deste período tem sido marcado por uma sucessão de polêmicas, denúncias e forte insatisfação popular. O governo, eleito com 4.743 votos, acumula críticas nas mais diversas áreas, alimentando a percepção de retrocesso e instabilidade política no município.
A Saúde Pública, um dos setores mais sensíveis, figura entre os pontos mais criticados pela população. Faltam medicamentos na Farmácia Municipal, há escassez de exames na rede pública e relatos recorrentes de autoritarismo e perseguição a servidores, afetando diretamente a qualidade do atendimento.
As denúncias, no entanto, não param por aí. Pesam contra a atual gestão acusações graves de irregularidades administrativas, como supostas fraudes em processos licitatórios, a venda ilegal de sucatas da Prefeitura e a contratação da empresa Tucunaré sem o devido processo licitatório. Há ainda registros de agressões verbais atribuídas a secretários municipais e cobranças consideradas indevidas a comerciantes durante eventos realizados na Praça 9 de Julho.
Outro ponto que causou forte desapontamento entre os moradores foi o cancelamento da tradicional Expofar, um dos eventos mais importantes para a economia e cultura local, cuja ausência reforçou a sensação de despreparo e falta de compromisso da administração com as tradições do município.
Relatos sobre a existência de funcionários “fantasmas” e o uso de veículos oficiais para fins pessoais pelo próprio prefeito também abalam a credibilidade da gestão, que enfrenta investigações no Ministério Público e no Tribunal de Contas. Segundo opositores, promessas de campanha seguem descumpridas, enquanto vereadores aliados são acusados de omissão deliberada na fiscalização do Executivo.
O campo político da administração não escapa às controvérsias: há acusações de cooptação de vereadores para garantir a blindagem do governo e episódios de suposta traição política envolvendo o prefeito e o esposo da vice-prefeita, Zé da Costa, figura apontada como fundamental para a eleição da chapa.
Na zona rural, produtores e moradores se queixam da precariedade das estradas, cuja manutenção estaria sendo feita de forma seletiva, prejudicando diversas comunidades. Denúncias sobre a contratação de médicos com salários superiores aos dos concursados alimentam ainda mais o descontentamento e a percepção de falta de isonomia na gestão pública.
Obras públicas de baixa qualidade e pavimentações refeitas em curto espaço de tempo, além do visível abandono da limpeza urbana — com relatos de acúmulo de lixo e mato alto, inclusive em terrenos de propriedade do prefeito —, completam o quadro de críticas. A gestão também é acusada de falhas políticas graves, como a atuação do vereador Bruno, visto por críticos como controlador das pautas legislativas e responsável por engavetar matérias conforme interesses pessoais e políticos.
Com esse conjunto de denúncias e problemas administrativos, a atual gestão é vista por muitos como um período de retrocesso para Fartura. Apesar da gravidade das acusações e do clamor popular por respostas, até o momento a Prefeitura de Fartura não se pronunciou oficialmente sobre nenhuma delas.
Em transmissões ao vivo nas redes sociais, o prefeito Marcão do Haras tem buscado transferir a responsabilidade pelos problemas da gestão a terceiros, inclusive à administração anterior, demonstrando, segundo críticos, falta de capacidade para administrar o município de Fartura.
Entre os populares, é comum a zombaria em relação à atual gestão, ironizando que todo o retrocesso e a incapacidade administrativa seriam culpa do ex-prefeito Luciano Peres, conhecido como Filé, que, segundo essa narrativa, não teria deixado nada encaminhado até o final do mandato de Marcão, em 31 de dezembro de 2028. Essa alegação, sustentada por apoiadores da atual administração, busca justificar os insucessos do governo Marcão do Haras.
E há quem diga: “Daqui pra frente, só pra trás!”, uma frase muito usada para mostrar a incapacidade da atual administração. No entanto, críticos apontam que a tentativa de responsabilizar exclusivamente a gestão anterior revela a falta de preparo e competência da atual administração, que, passados seis meses, ainda não conseguiu apresentar resultados concretos ou avanços significativos, o que justifica a frase acima.
Daqui pra frente, só pra trás!
Daqui pra frente, só pra trás!