Unidade do Grupo Maringá registra crescimento de 35% e anuncia novos investimentos para o próximo ciclo
A Usina, pertencente ao Grupo Maringá, encerrou a safra 2025/26 com moagem de 2,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando as projeções iniciais da companhia. O resultado foi divulgado na última terça-feira (28) e ocorre em um cenário marcado por adversidades climáticas, como geadas, incêndios e um período prolongado de estiagem.
O volume processado representa crescimento aproximado de 35% em relação à safra anterior, quando a unidade moeu 2,14 milhões de toneladas. Além do avanço na moagem, a usina registrou melhora nos principais indicadores agrícolas, com produtividade média de 94,11 toneladas de cana por hectare e 12,58 toneladas de Açúcar Total Recuperável (ATR) por hectare.
De acordo com a direção do grupo, o desempenho reflete a consolidação de práticas de manejo agrícola, investimentos em tecnologia e aprimoramentos operacionais. Segundo o diretor de operações sucroenergéticas, Ricardo Zanata, houve foco em correção e preparo profundo do solo, controle de tráfego, planejamento varietal e maior utilização de insumos biológicos e orgânicos, o que contribuiu para aumentar a resiliência dos canaviais frente às condições climáticas adversas.
Na produção industrial, 60% da cana foi destinada à fabricação de açúcar — sendo 41% de açúcar branco e 59% de açúcar bruto — enquanto 40% foram direcionados à produção de etanol, com predominância do etanol hidratado. Para a safra 2026/27, a expectativa é de maior equilíbrio entre a produção de açúcar e etanol.
A unidade também registrou crescimento na produção de leveduras, que totalizou 3,48 mil toneladas, volume 24% acima do projetado. Para o próximo ciclo, a meta é alcançar 3,57 mil toneladas.
No segmento de energia, a geração elétrica a partir do bagaço da cana deve encerrar a safra com 120,3 mil MWh. Com a ampliação do projeto Maringá Energia II, a expectativa é elevar esse volume para 206,5 mil MWh na safra 2026/27.
A safra 2025/26 consolidou ainda a atuação da biofábrica da usina, que produziu mais de 67 mil litros de bioinsumos, entre bionematicidas, biofungicidas e biopromotores de crescimento. A fábrica de fertilizantes líquidos, inaugurada no ciclo anterior, operou plenamente após investimento de R$ 3,3 milhões, garantindo a produção interna dos insumos utilizados na aplicação de vinhaça localizada.
Ao longo da safra, a Usina Jacarezinho investiu R$ 34,2 milhões nas áreas agrícola e industrial. Para 2026/27, estão previstos mais R$ 10,5 milhões em investimentos, voltados ao reforço operacional, à ampliação da cogeração de energia e a estudos para implantação de sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial.
Fonte: Assessoria