Mobilização em Jacarezinho expõe crise trabalhista e pressiona gestão hospitalar
Funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Jacarezinho realizaram, na segunda-feira (13), uma mobilização que terminou com a aprovação de um indicativo de greve. O ato foi organizado com apoio do sindicato da categoria, em meio a reclamações sobre atrasos salariais e mudanças nas condições de trabalho.
A concentração ocorreu em frente ao hospital, reunindo trabalhadores de diferentes setores. Durante o protesto, participantes utilizaram roupas pretas e exibiram cartazes com reivindicações. Entre os principais pontos levantados estão o pagamento em dia dos salários e o restabelecimento do anuênio, benefício previsto em convenção coletiva e que, segundo relatos, teria sido suspenso pela atual gestão.
A assembleia teve como objetivo deliberar sobre a possibilidade de paralisação e discutir denúncias relacionadas a supostas violações trabalhistas, incluindo retirada de benefícios, alterações em escalas e alegações de assédio moral. As questões já teriam sido levadas ao Ministério Público do Trabalho.
Durante o encontro, houve momentos de tensão entre trabalhadores e representantes da administração. Um dos episódios envolveu a participação de Sérgio Henrique Pitão, que atua como representante da gestão vinculada ao Instituto Brasil Amazônia de Serviços Especializados e Saúde, atual responsável pela administração da unidade.
Ele afirmou que a instituição enfrenta dificuldades financeiras, mencionando dívidas e bloqueios de contas bancárias, o que impactaria a regularização dos pagamentos. Também citou a possibilidade de implantação de vale-alimentação como alternativa para amenizar a situação dos funcionários.
As explicações, no entanto, foram recebidas com questionamentos por parte dos trabalhadores, que relataram persistência de problemas como atrasos recorrentes, descontos salariais, perda de benefícios e falta de estrutura adequada, incluindo alimentação em determinados turnos.
Com a aprovação do indicativo de greve, o movimento segue agora os trâmites legais para eventual paralisação. Caso não haja avanço nas negociações, há possibilidade de interrupção dos serviços nos próximos dias, o que pode impactar o atendimento à população local.
Até o momento, não houve posicionamento público atualizado da direção da unidade sobre as novas reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Fonte: Minuto Notícia