Gstaff afirma que buscava uma definição desde julho e que Prefeitura comunicou decisão de não renovar contrato apenas quatro dias antes do encerramento
A Gstaff Infraestruturas e Serviços Especializados se manifestou nesta sexta-feira, 21 de agosto, sobre o encerramento do contrato nº 230/2023 com a Prefeitura Municipal de Fartura. Em comunicado encaminhado aos colaboradores, a empresa apresentou sua versão sobre as negociações e atribuiu à demora da Administração Municipal a redução do prazo para organizar o desligamento dos trabalhadores.
O contrato, responsável pelos serviços prestados pela empresa junto ao município, termina nesta sexta-feira. Com o encerramento, funcionárias que atuavam na limpeza dos prédios públicos municipais serão desligadas.
Segundo a Gstaff, desde 15 de julho de 2026 a empresa mantinha contato formal com a Prefeitura em busca de uma definição antecipada sobre a renovação. O objetivo, conforme o comunicado, era garantir tempo suficiente para o cumprimento das obrigações trabalhistas caso o contrato não tivesse continuidade.
Prefeitura propôs quatro meses
A empresa afirma que, em 5 de agosto, a Prefeitura apresentou uma proposta de prorrogação por apenas quatro meses, condicionada à redução do valor do contrato.
No dia seguinte, a Gstaff informou ter demonstrado interesse na renovação, mas solicitou que o prazo fosse ampliado para, no mínimo, seis meses. A justificativa foi que o período de quatro meses coincidiria com o dissídio coletivo da categoria, quando a legislação trabalhista e a convenção coletiva poderiam restringir desligamentos.
A empresa foi categórica no comunicado:
“Em nenhum momento a Gstaff se recusou a renovar o contrato.”
Segundo a nota, a intenção era negociar condições que garantissem maior segurança jurídica e estabilidade aos trabalhadores.
Decisão teria sido comunicada quatro dias antes
O ponto mais crítico apresentado pela empresa está na data da resposta definitiva da Prefeitura.
De acordo com a Gstaff, somente em 17 de agosto, quatro dias antes do término do contrato, a Administração Municipal informou formalmente que havia decidido pela não renovação.
Para a empresa, a demora comprometeu o planejamento do encerramento das atividades e reduziu o tempo disponível para organizar o aviso prévio dos funcionários.
“A responsabilidade pela morosidade e pela falta de definição em tempo hábil foi da Prefeitura de Fartura, que não respondeu com a agilidade necessária às tratativas iniciadas ainda em julho”, afirma a Gstaff no comunicado.
Empresa garante pagamento dos direitos trabalhistas
Apesar do encerramento, a Gstaff informou que cumprirá integralmente as obrigações trabalhistas decorrentes dos desligamentos, incluindo verbas rescisórias, FGTS, INSS e demais direitos previstos em lei e na convenção coletiva.
A empresa também afirmou que seus setores de Recursos Humanos e Departamento Pessoal estarão disponíveis para orientar os trabalhadores durante o processo.
E as trabalhadoras?
O comunicado traz à tona uma questão que vinha causando preocupação nos últimos dias: o futuro das trabalhadoras que prestavam os serviços de limpeza nos prédios públicos municipais.
Além dos empregos afetados, permanece a necessidade de esclarecimento sobre como a Prefeitura pretende manter os serviços a partir do encerramento do contrato.
O Notícias da Divisa já havia alertado para a situação e para a falta de informações às profissionais atingidas.
Agora, com a manifestação formal da empresa, datas e tratativas foram apresentadas publicamente.
Cabe à Prefeitura de Fartura explicar sua versão dos fatos, os motivos que levaram à não renovação e, principalmente, como ficará a situação dos serviços e das trabalhadoras afetadas.
O espaço permanece aberto para manifestação da Administração Municipal.
