Moradores comemoram a rejeição da proposta da Prefeitura, que ficou sem votos favoráveis até entre os vereadores da base governista.
A Câmara Municipal de Fartura rejeitou, na sessão ordinária de quarta-feira (4), o projeto que criaria a chamada taxa do lixo. A proposta foi apresentada pelo prefeito Luiz Marcos de Souza, o Marcão, que defendeu publicamente a cobrança.
O Projeto de Lei Complementar nº 26/2026 previa a criação da Taxa de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos para custear esses serviços no município. Em entrevista ao Jornal Nova Voz, Marcão e sua equipe informaram que, se aprovada, a cobrança poderia começar em 2027.
A proposta também enfrentou resistência na própria base do prefeito. Bruno Guazzelli, Anderson Lima, Henrique Lucarelli, Luiz Timburi, Toninho do Batista e Léo Maia se posicionaram contra a cobrança.
Segundo uma fonte ouvida pela reportagem, a posição dos vereadores causou mal-estar entre Marcão e sua base na Câmara. O prefeito esperava o apoio dos aliados na votação e ficou insatisfeito com a decisão do grupo de contrariar a proposta do Executivo.
Vereador que liderou a campanha contra a taxa do lixo comenta a decisão
Juliano Damásio havia pedido vista do projeto na sessão anterior e anunciado nas redes sociais que votaria contra. Após a rejeição, o vereador comemorou o resultado, criticou as mudanças nos horários da coleta e cobrou a valorização dos trabalhadores do serviço.
“No momento onde a população está insatisfeita com a bagunça feita pela administração no horário da coleta, chegando a ficar dias sem recolher e os funcionários estão totalmente desvalorizados, o prefeito tentou fazer com que o povo pagasse mais essa conta! Mas graças a Deus esse projeto foi rejeitado”
Muitos moradores de Fartura estavam revoltados com a ideia de pagar mais uma taxa enquanto ainda enfrentavam problemas na coleta de lixo. Com a rejeição do projeto pela Câmara, quem era contra a cobrança respirou aliviado.