João Batista de Matos, conhecido como “João Pipoca”, sofreu traumatismo craniano após ser derrubado enquanto dormia em via pública. Caso provocou indignação na população e será investigado pelas autoridades.
A morte de João Batista de Matos, de 62 anos, conhecido carinhosamente como “João Pipoca”, provocou comoção e revolta em Carlópolis (PR). O idoso morreu na quinta-feira (5), às 19h, no Hospital Evangélico de Londrina, onde estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em decorrência de um traumatismo craniano sofrido após uma ocorrência registrada na noite de terça-feira (3), no centro da cidade.
De acordo com as informações apuradas, João dormia sentado em um banco localizado em frente a um estabelecimento comercial, na Rua Andrino Soares, quando dois jovens, que trabalhariam como motoboys, teriam levantado o assento do banco. Com o movimento, o homem foi projetado para a frente e atingiu violentamente a cabeça contra o asfalto.
A ocorrência foi registrada por uma câmera de segurança, cujas imagens mostram a dinâmica do episódio.
Suspeitos foram detidos e posteriormente liberados
Os dois jovens foram detidos inicialmente sob suspeita de lesão corporal grave, mas permaneceram apenas um dia sob custódia, conforme as informações disponíveis.
Em depoimento, os envolvidos teriam alegado que receberam orientação do proprietário do estabelecimento comercial para retirar João do local. A eventual participação ou responsabilidade de terceiros, entretanto, deverá ser apurada pelas autoridades competentes.
A morte do idoso altera a gravidade jurídica da ocorrência e exige a análise das circunstâncias do episódio, das imagens de segurança, dos depoimentos e dos laudos periciais.
A reportagem não obteve contato com a defesa dos dois jovens até o fechamento desta matéria.
Comoção e indignação na comunidade
Conhecido pela população como João Pipoca, ele herdou o apelido do pai, Juarez Zeferino, já falecido, popularmente conhecido como “Juarez Pipoqueiro”.
A notícia de sua morte provocou diversas manifestações de indignação nas redes sociais. Familiares e pessoas próximas lamentaram o ocorrido e cobraram esclarecimentos e responsabilização dos envolvidos.
“Ele é doente, alcoólatra, mora com a mãe… Nunca fez mal para ninguém”, relatou um familiar, demonstrando inconformismo diante das circunstâncias que antecederam a morte.
Independentemente de sua condição pessoal ou social, João merecia respeito e dignidade. O episódio reacende o debate sobre a violência, a vulnerabilidade das pessoas em situação de fragilidade e os limites da abordagem a indivíduos em espaços públicos.

Investigação deverá esclarecer as responsabilidades
Do ponto de vista jurídico, a eventual responsabilização criminal dependerá da apuração da conduta dos envolvidos e da relação entre o ato praticado e a morte da vítima.
Entre as hipóteses que poderão ser examinadas está o homicídio culposo, previsto no artigo 121, § 3º, do Código Penal, quando a morte decorre de imprudência, negligência ou imperícia, sem intenção de matar.
Também caberá à investigação verificar se houve dolo eventual, hipótese em que o agente, embora não queira diretamente o resultado, assume o risco de produzi-lo. A definição do enquadramento jurídico compete às autoridades responsáveis, mediante análise das provas.

Sepultamento
O corpo de João Batista de Matos foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina e deverá ser trasladado para Carlópolis pela Funerária Olsan – Organização de Luto Santo Antônio, de Joaquim Távora.
O velório está previsto para ocorrer no Velório Municipal Lauro Soares de Oliveira, localizado na Rua Francisco Avelino Paiva, 389, no centro de Carlópolis.
O sepultamento está previsto para sábado (7), no Cemitério Municipal, em horário a ser definido pela família.
João deixa a mãe, Carmen, a filha, Eliany, dois netos e quatro irmãos: José, Juarez, Claudinei e Wagner.
A reportagem manifesta solidariedade aos familiares e amigos neste momento de dor.

O Portal Notícias da Divisa acompanha o caso e divulgará novas informações conforme o avanço das investigações e os esclarecimentos oficiais das autoridades.
Aos familiares e amigos, expressamos os nossos sentimentos. Que a alma do senhor João, pela misericórdia de Deus, descanse em paz!