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População cobra, e administração de Marcão do Haras é marcada por autoritarismo, denúncias e promessas não cumpridas

A gestão do prefeito Marcão do Haras, em Fartura, vem enfrentando duras críticas da população e acumula uma série de denúncias, escândalos e promessas não cumpridas. Com menos de um ano de mandato, a atual administração já é alvo de questionamentos quanto à legalidade de seus atos, à transparência pública e ao tratamento dado aos servidores municipais. O clima de insatisfação cresce nas ruas, nas redes sociais e até entre antigos aliados políticos.

Entre as principais reclamações dos munícipes está a falta de medicamentos na Farmácia Municipal, situação que afeta diretamente a população mais vulnerável e gera revolta. Paralelamente, os cidadãos relatam dificuldade de acesso ao prefeito, que estaria cada vez mais distante da realidade da população e evita o diálogo direto com os moradores.

Outro ponto crítico é a falta de transparência da administração, evidenciada por ações controversas, como a venda de patrimônio público sem processo legal ou leilão oficializado. Há ainda a atuação de empresas sem processo licitatório, como no caso da Tucunaré Retífica, que estaria prestando serviços à Prefeitura sem os trâmites legais exigidos por lei, foram mais de 60 dias trabalhando na ilegalidade.

O histórico de escândalos também inclui exonerações de secretários envolvidos em polêmicas, licitações interrompidas por suspeitas de irregularidades, e acusações de improbidade administrativa, que já motivaram denúncias encaminhadas ao Ministério Público e à Câmara de Vereadores.

Além disso, servidores denunciam um clima de perseguição interna, promovida não apenas pelo próprio prefeito, mas também por funcionários comissionados ligados à sua base. Há relatos de intimidação, assédio moral e retaliações a servidores que se opõem à atual gestão ou que se recusam a participar de práticas questionáveis.

Internamente, o cenário também se complica. Circulam rumores de rompimento político entre Marcão do Haras e sua vice-prefeita, Célia do Zé, além de um suposto afastamento do seu esposo, José da Costa, que estaria proibido de entrar no Paço Municipal. A crise entre os antigos aliados evidencia o isolamento político do prefeito e aumenta as especulações sobre sua governabilidade.

A Câmara de Vereadores também é alvo de críticas, sendo considerada conivente com os desmandos do Executivo. Moradores acusam parte dos vereadores de se calarem diante das irregularidades em troca de favores e benesses políticas, e denunciam uma possível compra de apoio por parte do prefeito, com suposta coação para evitar a aceitação de denúncias que envolvam diretamente seu nome.

O desgaste da imagem de Marcão do Haras é visível. Vídeos de campanha eleitoral — em que ele prometia transparência, valorização dos servidores, medicamentos, e fim de contratos sem licitação — vêm sendo usados pelos próprios eleitores para confrontar a realidade atual da administração. Muitos já expressam arrependimento pelo voto, e pesquisas de opinião extraoficiais apontam que o nível de rejeição supera a aprovação do governo.

Diante de tantas denúncias e de um cenário político e administrativo instável, cresce a pressão para que o Ministério Público e o Tribunal de Contas intensifiquem a fiscalização sobre a Prefeitura de Fartura. Enquanto isso, a população segue cobrando respostas e ações concretas, na esperança de que a cidade retome o rumo do respeito à lei, à ética pública e à verdadeira democracia.