O município de Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná, realizou em 2025 a primeira exportação direta de goiaba produzida na região para o mercado europeu. A operação foi conduzida pela Cooperativa Agroindustrial de Carlópolis (COAC) e marcou a primeira negociação internacional feita sem a intermediação de traders, ampliando as possibilidades comerciais para o setor frutífero local.
A goiaba produzida no município possui Indicação Geográfica (IG) e certificação GlobalG.A.P. (Good Agricultural Practices), que atestam padrões de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade da produção. A exportação direta contou com o apoio de programas de fomento e extensão rural desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), além de parcerias com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Prefeitura de Carlópolis.
De acordo com dados do Sebrae/PR, entre 2020 e 2024 a COAC exportou mais de 340 toneladas de goiaba para o exterior, após remessas experimentais realizadas em 2019. Os mercados atendidos incluem países como Inglaterra, França, Holanda, Portugal, Espanha e Canadá. Em 2025, durante a participação da cooperativa em uma feira internacional realizada em Madri, na Espanha, surgiu a oportunidade de negociação da primeira exportação direta.
O lote enviado teve caráter experimental, com 420 quilos da fruta destinados à região centro-oeste da Europa Ocidental. Segundo informações divulgadas, o valor pago pela carga foi aproximadamente três vezes superior ao praticado no mercado interno.
A técnica regional do IDR-Paraná, Luiza Rocha Ribeiro Calixto, avalia que a exportação direta representa um avanço para a cadeia produtiva local e pode incentivar outros produtores a buscar certificações, ampliando o valor agregado da produção.
Produtores cooperados também destacaram a importância da atuação conjunta entre cooperativa, órgãos técnicos e instituições de apoio. A presidente da COAC, Inês Yumiko Sasaki, ressaltou que a venda direta reduz o tempo de transporte da fruta e contribui para a manutenção da qualidade até o consumidor final.
A iniciativa reforça o potencial econômico da fruticultura em Carlópolis e consolida a inserção do município no comércio internacional de frutas frescas.
Fonte: Assessoria