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Farturense é encontrado morto com tiro na cabeça em vicinal de Itaí; Polícia Civil investiga execução

A morte de um homem de 39 anos, natural de Fartura e morador de Itaí, encontrada na manhã desta quinta-feira em uma estrada vicinal do município, passou a ser investigada pela Polícia Civil como possível execução.

Conhecido pelo apelido de “Forasteiro”, Paulo Henrique Lourenço foi localizado sem vida às margens da via que liga Itaí aos bairros Santa Terezinha e Mineiros. O corpo apresentava marcas de disparos de arma de fogo na cabeça, característica que reforçou a linha investigativa de homicídio premeditado.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, o caso foi enquadrado inicialmente no Artigo 121 do Código Penal, com indícios de homicídio praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, hipótese geralmente associada a emboscada ou execução.

O corpo foi encontrado nas primeiras horas da manhã por pessoas que transitavam pela estrada rural, nas proximidades de uma fábrica de postes, cerca de dois quilômetros do perímetro urbano de Itaí. A Polícia Militar foi acionada via Copom por um denunciante que preferiu não se identificar.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a vítima caída ao lado da pista, envolta em um cobertor e com ferimentos provocados pelos disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou o óbito ainda no local.

A cena do crime foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, responsável pela coleta de vestígios e realização da perícia técnica. Investigadores tentam agora reconstruir os últimos passos da vítima e esclarecer se o homicídio ocorreu exatamente no ponto onde o corpo foi encontrado ou se houve desova posterior.

Em entrevista à imprensa regional, o delegado responsável pelas investigações, Luiz Fernando Rotelli, afirmou que a polícia trabalha com a hipótese de envolvimento do tráfico de drogas, diante das circunstâncias da morte e do histórico criminal da vítima.

De acordo com o delegado, Paulo Henrique possuía diversas passagens policiais, incluindo registros relacionados ao tráfico de entorpecentes. Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi o fato de o local do crime ser distante da residência da vítima, levantando a suspeita de que ele possa ter sido levado até a vicinal antes de ser executado.

A Polícia Civil também apura a possível participação de mais de uma pessoa no homicídio. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado oficialmente.

As investigações seguem em andamento e novas diligências devem incluir coleta de imagens de câmeras instaladas em propriedades rurais próximas, além da busca por testemunhas que possam ajudar a esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.