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Filha sepulta João Pipoca e pede Justiça após morte que comove Carlópolis

Polícia Civil mantém investigação; defesa dos dois jovens sustenta que não houve intenção de agredir a vítima

O corpo de João Batista de Matos, de 61 anos, conhecido popularmente como “João Pipoca”, foi sepultado na manhã deste sábado (7), no Cemitério São Sebastião, em Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná. A morte do idoso, ocorrida na noite de quinta-feira (5), provocou comoção entre moradores e manifestações nas redes sociais.

A filha da vítima, Eliany Marques de Matos, gravou um vídeo na tarde deste sábado, encaminhado ao portal NP Diário, no qual manifestou suas considerações sobre a perda do pai e pediu Justiça.

João estava sentado em um banco em frente a um supermercado, na noite de terça-feira (3), quando ocorreu uma movimentação envolvendo dois jovens, de 18 e 25 anos. Durante a retirada do banco, o idoso caiu e bateu a cabeça contra o chão, sofrendo traumatismo craniano.

Após receber atendimento, foi encaminhado ao Hospital Evangélico de Londrina, onde permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

O velório e os serviços funerários ficaram sob responsabilidade da Organização de Luto Santo Antônio (Grupo Olsan). O sepultamento ocorreu por volta das 10h45 deste sábado.

A repercussão do caso ultrapassou os limites de Carlópolis. Nas redes sociais, moradores e internautas manifestaram indignação, solidariedade à família e pedidos de responsabilização dos envolvidos. Também circularam ilustrações produzidas por inteligência artificial relacionadas ao episódio.

Polícia Civil esclarece andamento das investigações

Em manifestação encaminhada ao NP Diário, a Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Carlópolis, informou que continua investigando as circunstâncias da morte.

Segundo a corporação, as apurações preliminares apontam, em princípio, a participação direta de dois homens que trabalham em um ponto de mototáxi da região.

Foram analisadas imagens de câmeras de segurança e colhidos depoimentos dos envolvidos, de policiais militares e de testemunhas. A Polícia Civil informou ainda que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem participação do proprietário do supermercado ou de algum funcionário na conduta que provocou a queda da vítima.

O inquérito permanece em andamento, com novas oitivas agendadas e provas técnicas e periciais em análise. Conforme a instituição, esses procedimentos serão importantes para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e determinar a responsabilidade de cada envolvido.

A Polícia Civil também manifestou solidariedade aos familiares e amigos de João Batista e reconheceu a comoção provocada pelo caso.

A corporação, entretanto, pediu que a população evite ameaças, hostilidades ou danos contra pessoas e estabelecimentos cuja participação nos fatos não tenha sido apontada. Alertou ainda que eventuais atos dessa natureza podem configurar crimes e prejudicar o andamento das investigações.

Defesa afirma que jovens não tiveram intenção de agredir o idoso

Em manifestação encaminhada com exclusividade ao NP Diário na sexta-feira (6), o advogado Ilton Inácio, inscrito na OAB/PR sob o nº 116.114, apresentou a versão de defesa de Everton Junior Gomes da Rocha, de 18 anos, e Gabriel Ferreira Roberto, de 25, investigados no caso.

Inicialmente, o advogado manifestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima, reconhecendo a gravidade do ocorrido.

Entretanto, sustentou que, segundo a versão apresentada pelos investigados, não houve intenção de agredir, machucar ou provocar a morte de João Batista.

De acordo com a defesa, os dois jovens trabalham em um ponto de mototáxi próximo ao supermercado e teriam recebido de um funcionário do estabelecimento a solicitação para retirar o banco onde o idoso estava sentado.

Ainda conforme a versão apresentada, durante a movimentação do banco ocorreu a queda que resultou nas graves consequências posteriormente verificadas.

O advogado afirmou que os investigados não deixaram o local após o episódio, tendo permanecido presentes e auxiliado no atendimento à vítima, inclusive no momento em que foi colocada na ambulância.

A defesa também ressaltou que ambos são primários, possuem residência fixa e vínculos familiares.

Outro ponto destacado foi a concessão de liberdade provisória pela Justiça, permitindo que os dois respondam à investigação em liberdade, observadas as determinações judiciais.

O advogado fez questão de esclarecer que a decisão não representa o encerramento do inquérito nem uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados. Segundo ele, a apuração deverá considerar as provas disponíveis, respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência.

Caso continua sob investigação

Com a morte de João Batista, o episódio passou a ter consequências ainda mais graves e deverá ser esclarecido no âmbito do inquérito policial.

De um lado, a família enfrenta a perda e cobra Justiça. De outro, os investigados apresentam uma versão segundo a qual não houve intenção de causar qualquer ferimento ao idoso.

Caberá à Polícia Civil concluir as investigações, analisar as imagens, os depoimentos e os laudos periciais, para que as circunstâncias da queda e as eventuais responsabilidades sejam devidamente estabelecidas.

Enquanto isso, a manifestação da filha e a repercussão popular demonstram a dimensão da comoção provocada pela morte de João Pipoca em Carlópolis.

Fonte: NP Diário