A Polícia Civil de Avaré, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Investigação em Área Rural (GIAR), deflagrou nesta sexta-feira (30) uma operação que resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em crimes patrimoniais violentos no interior de São Paulo. A ação, fruto de investigação conduzida pela DIG, cumpriu quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão nos municípios de Londrina e Rolândia, no Paraná. Entre os presos está o homem apontado como líder do grupo. Durante a operação, foram apreendidas notas de dinheiro estrangeiro, joias, relógios, óculos, perfumes de grife, armas brancas e aparelhos eletrônicos, objetos que, segundo a polícia, serão submetidos a reconhecimento formal por vítimas dos crimes. A investigação, que gerou um inquérito de mais de 100 páginas vinculado ao Processo nº 1504583-18.2024.8.26.0420, apura uma série de furtos e roubos qualificados ocorridos entre junho de 2024 e abril de 2025. Os crimes foram registrados principalmente nos municípios de Paranapanema, Taquarituba e Itaí. A operação mobilizou 45 policiais civis de diversas unidades, incluindo efetivos das Delegacias Seccionais de Avaré, Itapeva e Botucatu, com apoio da Polícia Civil do Paraná. Segundo a polícia, a atuação integrada foi necessária diante da complexidade e da extensão das ações criminosas. Crimes violentos e atuação organizada Os integrantes do grupo, com idades entre 31 e 52 anos, são acusados de invadir propriedades rurais no período noturno, encapuzados e armados, empregando violência contra as vítimas. O objetivo era subtrair joias, dinheiro, armas e outros objetos de valor. Em um dos casos mais graves, registrado em 13 de fevereiro deste ano, uma família foi rendida em um condomínio rural de Paranapanema. Na ocasião, os criminosos invadiram três residências vizinhas, levando joias avaliadas em R$ 35 mil, R$ 4.400 em espécie, além de dólares, euros e diversos bens pessoais. Outro crime ocorreu em 3 de março, em Itaí. Dois homens armados cortaram o alambrado de um sítio, arrombaram a porta da residência e trancaram os moradores no banheiro. Na fuga, levaram roupas, joias, uma caixa de som, bebidas, uma espingarda de pressão e R$ 1 mil em dinheiro. Em 4 de abril, criminosos aproveitaram a ausência do proprietário para invadir uma residência rural em Paranapanema, de onde subtraíram joias avaliadas em R$ 30 mil, além de 100 euros, 700 dólares e uma jaqueta de couro. Outro roubo, registrado em janeiro na mesma cidade, resultou na subtração de aproximadamente R$ 40 mil em espécie, além de joias. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos já possuíam antecedentes criminais e mantinham vínculos com o sistema prisional. A violência dos crimes e o modus operandi estruturado — sempre em grupo e com uso de armamento — chamaram a atenção dos investigadores. O delegado titular da DIG de Avaré, Dr. Adriano Leite de Assis, destacou a importância da operação: “Essas ações representam uma resposta efetiva à criminalidade que atinge o campo, trazendo medo e prejuízos às famílias. A retirada desses indivíduos de circulação é essencial para devolver tranquilidade à população e reforçar a confiança nas instituições de segurança pública”. Todos os alvos foram localizados em endereços previamente monitorados, resultado de ações de inteligência e diligências de campo. Os objetos apreendidos permanecem sob a guarda da Polícia Civil até a realização dos reconhecimentos formais. A Delegacia Seccional de Polícia de Avaré informou que as investigações continuam e que novos desdobramentos são esperados. A instituição reafirmou seu compromisso com o enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente no combate aos crimes que afetam a segurança nas zonas rurais da região.