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CPI da Tucunaré: depoimento de empresário movimenta sessão marcada por tensão e esclarecimentos em Fartura

Audiência pública durou momentos tensos e trouxe novos elementos sobre contratos de manutenção da frota municipal A noite de 6 de novembro de 2025 foi de tensão e expectativa na Câmara Municipal de Fartura, durante mais uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis irregularidades nos serviços da Garagem Municipal. O principal momento da reunião foi o depoimento do empresário Marcos Frank Stuani, proprietário da Auto Giro Mecânica em Geral, empresa responsável por parte da manutenção da frota de veículos da Prefeitura. A sessão foi aberta por volta das 19h30 pelo presidente da CPI, vereador Anderson Luiz Cassiano de Lima (PSD), que conduziu os trabalhos ao lado do relator Henrique Mendes Lucarelli (PT) e do membro João Alexandre Buranello Sobrinho (PSDB). No plenário, um público atento acompanhava em silêncio, enquanto os vereadores analisavam pilhas de documentos com notas fiscais e ordens de serviço. O início do depoimento Logo nas primeiras falas, o empresário afirmou que todos os serviços realizados pela Auto Gito foram executados “de forma correta, com nota fiscal e autorização da Prefeitura”. Segundo ele, os atendimentos eram solicitados pela própria Garagem Municipal e seguiam um fluxo administrativo padronizado. “Normalmente o encarregado ligava, eu fazia o orçamento e aguardava a aprovação”, explicou Frank. Questionado sobre os contratos, o depoente confirmou que os serviços eram realizados mediante ordens de serviço, e não por contrato fixo. “Eram manutenções emergenciais. A Prefeitura chamava conforme a necessidade”, afirmou. Durante a primeira parte da oitiva, os vereadores mantiveram tom técnico, questionando sobre valores, prazos e autorizações. O relator, Henrique Lucarelli, reforçou o caráter investigativo da comissão: “Nosso papel é compreender os procedimentos administrativos, sem prejulgamentos.” Frank insistiu que “nunca executou serviço sem nota ou autorização”, destacando que “todas as ordens eram registradas”. Questionamentos sobre valores e ordens emergenciais Com o andamento da sessão, o relator apresentou documentos indicando pagamentos à Auto Gito que somariam mais de R$ 80 mil entre 2024 e 2025. Frank confirmou o montante aproximado, explicando tratar-se de serviços acumulados de diferentes veículos da frota — caminhões, ambulâncias e viaturas. O empresário afirmou que, em situações emergenciais, os reparos eram realizados antes da emissão formal da ordem de serviço. “Quando a ambulância quebra com paciente dentro, a gente faz o serviço e a OS vem depois”, disse. Esse ponto gerou um dos momentos de maior tensão entre o depoente e o presidente da CPI, Anderson Lima, que questionou a legalidade das autorizações retroativas: “O senhor entende que isso é irregular, não é?” “Depende, vereador. Quando é urgência, não dá pra esperar papel”, respondeu Frank. Apesar do tom firme, o embate foi controlado pelo relator Lucarelli, que pediu serenidade e manteve o foco nas apurações documentais. Relação entre empresas e novas suspeitas Em uma segunda rodada de perguntas, o relator abordou a relação entre a Auto Gito e a empresa Tucunaré, também contratada pela Prefeitura. Documentos indicavam que ambas emitiram notas para o mesmo veículo em datas próximas. Frank esclareceu que “não havia parceria formal” e que, em alguns casos, “a Prefeitura comprava as peças para a Tucunaré”. “Nunca houve divisão de pagamento ou repasse entre empresas”, afirmou. Os vereadores registraram a explicação e destacaram que a CPI continuará cruzando informações para verificar coincidências de datas, valores e quilometragens de veículos atendidos. Encerramento da oitiva Por volta das 20h45, o presidente encerrou os trabalhos agradecendo a colaboração do depoente. “A CPI busca a verdade com responsabilidade e transparência. Todas as informações serão analisadas junto aos documentos apresentados”. Antes de deixar o plenário, Marcos Frank disse sentir-se injustiçado pelas citações feitas à sua empresa em etapas anteriores da investigação: “Meu nome foi jogado no meio disso sem motivo. Trabalho há anos com honestidade e tudo está documentado”. Repercussão e próximos passos O depoimento, gravado por populares, teve ampla repercussão na cidade. Moradores comentaram o tom firme do empresário e a postura dos vereadores durante a condução da sessão. Nos bastidores, os membros da CPI avaliaram que as declarações de Frank “abriram novas frentes de apuração”. Lucarelli destacou que a fala do empresário “ajuda a entender o fluxo de serviços e as urgências da garagem”, enquanto Anderson Lima enfatizou que a comissão “irá confrontar cada informação com documentos oficiais”. Já o vereador João Buranello ressaltou que “a CPI é um instrumento técnico, não um tribunal”, reforçando o compromisso com a transparência. A comissão deve ouvir, nas próximas reuniões, servidores da Garagem Municipal e ex-diretores de Transportes, com o objetivo de esclarecer a emissão de ordens emergenciais e a execução de serviços aos fins de semana. Síntese e observações da sessão Durante o depoimento, ocorreram três momentos de tensão entre o empresário e o presidente da CPI, Anderson Lima, motivados principalmente por: * divergência sobre ordens de serviço retroativas; * questionamentos sobre variação de preços de peças; * debate sobre autorizações verbais e urgências. Em todos os casos, as discussões foram contornadas pelo relator Lucarelli, que reiterou o caráter técnico da CPI. Ao fim da sessão, o sentimento predominante no plenário era de que o depoimento de Marcos Frank representou um ponto de virada na investigação. As informações apresentadas, aliadas ao material documental já reunido, devem orientar os próximos passos da comissão, que promete divulgar um relatório preliminar ainda neste mês. “Nosso compromisso é com a verdade e com a população de Fartura”, concluiu Lucarelli ao encerrar a noite. Com isso, a CPI da Tucunaré segue como um dos principais assuntos da política local, mobilizando o debate público sobre transparência, controle administrativo e responsabilidade na gestão da frota municipal. Confusão após a sessão Episódios ocorridos após o encerramento da audiência, envolvendo o vereador Anderson Lima e o empresário Marcos Frank Stuani, serão analisados pela Presidência da Câmara Municipal. Fontes presentes na Casa de Leis relataram que, após o encerramento da reunião, ocorreu uma discussão acalorada entre o vereador Anderson Luiz Cassiano de Lima (PSD), presidente da CPI, e o empresário. Segundo relatos, houve exaltações e troca de ofensas verbais entre ambos. Pouco tempo depois, conforme informações apuradas pelo Portal Notícias da

Polícia Civil prende homem investigado por estupro de vulnerável em Avaré

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Avaré, cumpriu na quarta-feira (5) um mandado de prisão preventiva contra um homem de 40 anos, investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão foi decretada pela Justiça após representação da autoridade policial responsável pelo caso. O inquérito apura abusos cometidos contra a enteada do investigado, uma adolescente. Segundo as investigações, os crimes ocorriam na residência onde o suspeito vivia com a vítima e sua mãe, aproveitando-se de momentos em que ficava sozinho com a menor. A denúncia foi feita pela genitora da adolescente, que recebeu orientações e foi encaminhada aos procedimentos legais e de acompanhamento psicológico. O Conselho Tutelar de Avaré acompanha o caso desde o início, adotando as medidas de proteção necessárias. A adolescente foi ouvida em escuta especializada e confirmou os abusos, fornecendo detalhes que auxiliaram na investigação. Testemunhas também foram ouvidas, entre elas uma pessoa que relatou ter ouvido do próprio investigado uma confissão sobre os fatos. Diante da gravidade do caso e da necessidade de garantir a segurança da vítima e de sua família, a delegada titular da DDM de Avaré, Janaína Jacolina Morais, solicitou a prisão preventiva do suspeito, pedido que foi deferido pelo Poder Judiciário. O homem foi localizado em seu local de trabalho, no bairro Água Branca, onde foi detido. Durante a ação, os policiais apreenderam um telefone celular pertencente ao investigado, que será periciado por conter possíveis registros relacionados ao crime. Após o cumprimento do mandado, o preso foi conduzido à Delegacia Seccional de Avaré e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil de Avaré reforçou que casos de violência sexual são tratados com prioridade e rigor técnico, reafirmando o compromisso da instituição com a proteção das vítimas e o combate aos crimes contra a dignidade sexual. Fonte: Polícia Civil

“Operação Divisa” prende três suspeitos de homicídio em Tejupá

A Polícia Civil prendeu três homens, com idades entre 25 e 47 anos, durante a “Operação Divisa”, realizada na manhã desta quarta-feira (5), em Taquarituba. A ação teve como objetivo esclarecer o homicídio de um homem de 34 anos, ocorrido em 1º de outubro, na zona rural de Tejupá. A operação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia de Avaré e executada pela Delegacia de Polícia de Tejupá, com o apoio de cerca de 40 policiais civis de diversas unidades da região. As investigações indicam que o crime foi premeditado e pode ter relação com o tráfico de drogas. A vítima foi encontrada morta em uma estrada rural, com múltiplos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e golpes de faca. Segundo o laudo do Instituto Médico Legal de Avaré, os disparos foram efetuados à curta distância, o que sugere execução deliberada. Os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça da Comarca de Piraju, após representação da Delegacia de Tejupá. Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi flagrado com drogas e materiais relacionados ao preparo de entorpecentes para venda. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Conforme as apurações, a vítima teria sido atraída de casa sob o pretexto de realizar uma compra de entorpecentes. Um automóvel identificado nas investigações foi visto nas imediações da residência da vítima e seguiu em direção à zona rural de Tejupá na noite do crime, retornando a Taquarituba logo em seguida. O veículo, locado em Avaré, foi devolvido no dia seguinte com sinais de limpeza recente, levantando suspeitas de tentativa de eliminar vestígios. Os policiais apreenderam aparelhos celulares, porções de crack e maconha, documentos e outros materiais de interesse pericial. Os suspeitos foram levados à Central de Flagrantes de Taquarituba e permanecem à disposição da Justiça. Após audiência de custódia, serão encaminhados ao sistema prisional. O delegado seccional de Polícia de Avaré, Fabiano Ribeiro Ferreira da Silva, destacou o trabalho conjunto entre as forças de segurança. “A Operação Divisa é resultado da integração e do esforço técnico das nossas equipes, voltado à elucidação de um crime grave e à proteção da sociedade”, afirmou. A operação recebeu o nome “Divisa” em referência à proximidade entre Tejupá e Taquarituba, municípios de origem da vítima e dos investigados. As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Tejupá, que busca definir o papel de cada suspeito e a eventual ligação do grupo com o tráfico de drogas na região. Fonte: Polícia Civil

Polícia Civil identifica suspeitos em investigação sobre furto de fios e cabos na zona rural de Avaré

A Polícia Civil, por meio das equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Investigação em Área Rural (GIAR) de Avaré, cumpriu na manhã desta terça-feira (4) um mandado de busca e apreensão em Botucatu, como parte das investigações que apuram o furto de fios e cabos ocorrido em setembro deste ano em uma propriedade rural às margens da Rodovia SP-255, em Avaré. Durante a ação, os policiais apreenderam um automóvel, telefones celulares e peças de roupa que podem ter sido usadas na prática do crime. O material foi recolhido e encaminhado para perícia técnica, com o objetivo de verificar sua relação com o furto. As diligências foram realizadas de forma integrada pelas equipes especializadas, sob coordenação da Delegacia Seccional de Polícia de Avaré. A Justiça expediu o mandado após o avanço das investigações, que apontaram a possível participação de indivíduos residentes em Botucatu. Segundo o registro policial, o crime foi cometido em duas etapas: inicialmente, foram furtados quatro cabos de energia de aproximadamente 15 metros, e dias depois, o restante da fiação foi subtraído durante a madrugada. A ação causou prejuízos significativos ao proprietário rural. Na operação, dois suspeitos foram identificados, prestaram esclarecimentos e foram liberados. Os nomes não foram divulgados para preservar o andamento das investigações. O material apreendido poderá auxiliar na comprovação do envolvimento dos suspeitos e na reconstrução da dinâmica do crime. O delegado responsável pelo caso, Adriano Leite de Assis, destacou a importância do trabalho conjunto das unidades policiais. “As informações coletadas e o material apreendido serão fundamentais para o esclarecimento dos furtos e para a responsabilização dos autores”, afirmou. A investigação prossegue sob responsabilidade da DIG de Avaré. A Polícia Civil reforça o compromisso com o combate a crimes patrimoniais e a proteção das propriedades rurais da região. Fonte: Polícia Civil

Polícia Civil prende suspeito de integrar grupo envolvido em furtos de maquinários agrícolas na região de Avaré

A Polícia Civil, por meio do Grupo de Investigação em Área Rural (GIAR) da Delegacia Seccional de Avaré, prendeu na manhã desta quarta-feira (29) um homem de 19 anos suspeito de participar de uma organização criminosa especializada em furtos de maquinários agrícolas na região. A ação foi realizada em Taquarituba, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Única de Itaberá. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado durante diligências do GIAR e encaminhado ao Plantão Policial de Avaré, onde foram adotados os procedimentos legais. No momento da prisão, os agentes apreenderam um telefone celular que será encaminhado para perícia, com o objetivo de auxiliar na identificação de outros possíveis integrantes do grupo e no esclarecimento de furtos registrados em propriedades rurais da região. O GIAR de Avaré atua de forma especializada no combate a crimes cometidos em áreas rurais, em parceria com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG). As equipes têm intensificado as operações de campo voltadas à prevenção e repressão de furtos e receptações de equipamentos agrícolas. A prisão ocorreu sem resistência, na presença de familiares do suspeito. O detido permanece à disposição da Justiça e será apresentado em audiência de custódia antes de ser transferido ao sistema penitenciário. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que apura a extensão da atuação da organização criminosa e busca identificar os demais envolvidos nos crimes ocorridos na região. Fonte: Polícia Civil

Delegacia de Águas e Conselho Tutelar realizam ação educativa com alunos da rede estadual

A Delegacia de Polícia de Águas de Santa Bárbara, em parceria com o Conselho Tutelar, promoveu na manhã de quarta-feira (29) um bate-papo educativo com alunos dos 6º e 7º anos da Escola Estadual Paulo Delício. A atividade foi realizada a convite da direção da escola e teve como objetivo orientar os estudantes sobre cidadania, convivência e responsabilidade social. Durante o encontro, foram discutidos temas ligados ao papel do Conselho Tutelar, aos direitos e deveres estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às situações que configuram atos infracionais no ambiente escolar. A proposta buscou aproximar os alunos das instituições e esclarecer dúvidas sobre como buscar apoio em casos de risco ou violação de direitos. O diálogo teve participação ativa dos estudantes, que fizeram perguntas sobre o funcionamento das instituições e sobre as formas de atuação em situações de vulnerabilidade. As explicações foram conduzidas de maneira acessível, com foco na prevenção e na conscientização. Representantes da Polícia Civil e do Conselho Tutelar destacaram a importância da parceria com a escola para fortalecer ações educativas e promover um ambiente mais seguro e acolhedor. Já a direção da unidade escolar ressaltou que iniciativas como essa ajudam a esclarecer o papel das instituições de proteção, reforçando o compromisso coletivo com o bem-estar de crianças e adolescentes. Fonte: Polícia Civil

Polícia Civil incinera quase duas toneladas de drogas em Avaré

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Avaré, realizou na sexta-feira (24) a incineração de aproximadamente 1,9 tonelada de drogas, entre maconha, cocaína e crack, apreendidas em operações recentes no município. A ação integra as medidas legais de combate ao tráfico e de destinação correta dos entorpecentes retirados de circulação. O procedimento ocorreu em um forno industrial de alta temperatura, cedido por uma empresa local sem custos para o Estado. A destruição foi acompanhada por autoridades e técnicos, garantindo o cumprimento das normas ambientais e de segurança que regulamentam o processo. Estiveram presentes a promotora de Justiça Daniela Naomi Ramos Hirata, o delegado Adriano Leite de Assis (DISE de Avaré), o agente de saneamento Luiz Eduardo Lamego de Moraes, além de policiais civis da DISE e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsáveis pelo suporte técnico e logístico da operação. Segundo o delegado Adriano Leite de Assis, a incineração representa uma etapa fundamental dentro do trabalho policial. “A atuação da Polícia Civil não se resume à apreensão. Há um processo técnico e legal que assegura a destinação adequada e definitiva dessas substâncias”, explicou. Com a destruição de quase duas toneladas de entorpecentes, a Polícia Civil de Avaré reforça o compromisso institucional no enfrentamento ao tráfico e na proteção da segurança pública e da saúde coletiva. Fonte: Polícia Civil

Remédio em Casa: Marcão do Haras e secretários pedem retirada de emenda que atende trabalhadores das confecções

Prefeito e secretários foram à Câmara Municipal para pressionar vereadores a retirar emenda ao Projeto de Lei nº 84/2025 que garante atendimento aos trabalhadores das confecções no programa “Remédio em Casa”, antigo “Disk Remédio” da administração passada. Na tarde dp último dia 5, Executivo e Legislativo voltaram a se encontrar para discutir o Projeto de Lei nº 84/2025, que tramita na Câmara Municipal. A proposta, no entanto, foi retirada da pauta na última sessão após a apresentação de uma emenda de autoria dos vereadores João Buranello e Juliano Damásio, que incluía funcionários de empresas com mais de 20 empregados entre os beneficiários do programa “Remédio em Casa”. A reunião contou com a presença do presidente da Câmara, Bruno Guazzelli, dos vereadores Juliano Damásio, Leo Maia, Luiz Timburi, Sildemar Fabro e Toninho do Batista. Também participaram o prefeito Marcão do Haras, a secretária da Saúde, Regiane Medeiros, o secretário da Administração, Guilherme Andrade e o secretário de Gabinete e Governo, Victor Salles. Apesar do grande número de parlamentares presentes, apenas Juliano Damásio se pronunciou em defesa da emenda — o restante permaneceu em silêncio, mesmo diante das pressões do Executivo. O que deveria ser um diálogo institucional transformou-se em mais um episódio de tensão política e demonstração de autoritarismo por parte do prefeito e seus secretários, que adotaram, desde o início, uma postura de confronto, pressionando os vereadores a retirarem a emenda ao projeto de lei que cria o programa “Remédio em Casa”. Após uma explanação inicial, Regiane Medeiros tentou justificar os critérios restritivos previstos no projeto para o recebimento de medicamentos em domicílio, afirmando ter realizado um estudo técnico para embasar a exclusão das demais categorias de usuários que eram contempladas pelo antigo programa “Disk Remédio”, dentre elas os trabalhadores de confecções. Em resposta, Juliano Damásio reforçou que a emenda assinada por ele e por João Buranello foi construída com base nos anseios da população, especialmente dos funcionários das confecções e demais trabalhadores que não conseguem comparecer à Farmácia Municipal durante o expediente. Mas o tom da reunião piorou quando o prefeito, dirigindo-se diretamente ao vereador Juliano, afirmou em tom de imposição: “Vocês não deveriam ter apresentado emenda ao meu projeto. Não vejo necessidade de apresentar emendas aos meus projetos!” A declaração revelou não apenas o despreparo do chefe do Executivo, mas também seu completo desconhecimento sobre as prerrogativas constitucionais e regimentais do Legislativo. Os vereadores possuem garantia regimental — artigos 57, 58 e 63 do Regimento Interno da Câmara Municipal de Fartura — para propor emendas destinadas a aprimorar ou corrigir projetos de lei apresentados. O secretário da Administração, Guilherme Andrade, também tentou pressionar Juliano, alegando que os vereadores não poderiam apresentar emendas aos projetos de autoria do prefeito e prometendo “provar” sua afirmação com artigos de lei. Diante das investidas do Executivo, Juliano Damásio afirmou que os parlamentares estavam ali para defender os interesses da população, não os do prefeito. Disse ainda que não aceitaria intimidações e que, por ele, a emenda seria mantida por representar a vontade dos trabalhadores que foram excluídos do texto original. O programa, originalmente criado em 2021 pelo então prefeito Luciano Filé, garantia, por meio do “Disk Remédio”, que trabalhadores das confecções — maioria entre os solicitantes do serviço — recebessem seus medicamentos sem precisar deixar o posto de trabalho. Agora, esses mesmos funcionários, que ajudaram a eleger Marcão do Haras e Célia do Zé, descobriram que ficaram de fora do novo projeto. Sem apresentar argumentos consistentes e demonstrando desrespeito ao diálogo institucional, o prefeito encerrou a reunião de forma abrupta: levantou-se, não se despediu e deixou o local, criando um constrangimento geral entre os presentes. Fartura vive um momento delicado. Escândalos, tensões políticas e promessas não cumpridas marcam os dez primeiros meses da gestão Marcão do Haras e Célia do Zé. Enquanto isso, a população aguarda ações concretas e um governo que, ao menos, respeite as instituições e olhe de verdade para quem mais precisa. Por ora, o futuro do programa “Remédio em Casa” permanece incerto. Resta saber se, após a retirada do projeto de lei, o Executivo insistirá na exclusão dos trabalhadores ou se finalmente ouvirá aqueles que, todos os dias, mantêm a economia municipal funcionando.

De promessa a frustração “Remédio em Casa” de Marcão do Haras exclui trabalhadores e reduz alcance do antigo “Disk Remédio”

Prefeito reapresenta projeto já existente na gestão anterior, agora com nome diferente, critérios restritivos e sem contemplar os trabalhadores que o elegeram. O prefeito Marcão do Haras, com o auxílio da secretária da Saúde, Regiane Medeiros, elaborou e enviou à Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 84/2025, criando o denominado “Programa Remédio em Casa” — uma proposta que, a julgar pela propaganda oficial, seria uma grande inovação da atual gestão. Na prática, porém, trata-se de um requentado “Disk Remédio”, programa já existente desde o governo anterior de Luciano Filé, mas agora com uma maquiagem nova e um alcance bem menor. A iniciativa prevê a entrega domiciliar de medicamentos fornecidos pela Farmácia Municipal a idosos com mais de 60 anos, gestantes, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida e pacientes em tratamento contínuo de doenças crônicas que impossibilitem o seu deslocamento. Bonito no papel, se não fosse por um detalhe nada pequeno: o programa anterior atendia a todos os usuários da Farmácia Municipal, sem a necessidade de se enquadrar em categorias específicas. Na época do ex-prefeito Luciano Filé, o “Disk Remédio” garantia que até os trabalhadores das confecções — maioria entre os solicitantes da entrega de remédios — pudessem receber seus medicamentos sem precisar abandonar o posto de trabalho. Agora, esses mesmos funcionários, que, inclusive, ajudaram a eleger Marcão do Haras e sua vice, Célia do Zé, descobriram que ficaram de fora do novo projeto. A exclusão gerou indignação. Durante a sessão ordinária da Câmara ocorrida nesta segunda-feira, os vereadores João Buranello e Juliano Damásio apresentaram uma emenda ao Projeto de Lei nº 84/2025 para incluir os funcionários de empresas com mais de 20 empregados entre os beneficiários do programa. A proposta pretendia resgatar o espírito inclusivo da antiga iniciativa, mas foi rejeitada pela administração Marcão do Haras e Célia do Zé. Após um debate caloroso sobre o tema, o presidente da Câmara, Bruno Guazzelli Durço, optou por retirar o projeto da pauta da sessão. Com a retirada e devolução do projeto de lei, permanece a incerteza sobre quais serão os próximos passos do Executivo. Não se sabe se o prefeito Marcão do Haras pretende reenviar a proposta com alterações, insistir na versão original ou simplesmente colocar o programa em prática sem a aprovação da lei que o cria, o que exporia a improvisação administrativa de uma gestão que parece agir mais por impulso político do que por planejamento público. Em resumo, o que era um programa social eficiente virou um projeto de vitrine política. O “Remédio em Casa” de Marcão do Haras parece ter nascido mais preocupado em apagar o legado do antecessor do que em cuidar da população. Enquanto isso, os trabalhadores das confecções continuam enfrentando o mesmo dilema de sempre: produzem o dia inteiro para sustentar a cidade, mas não podem sair do serviço nem para buscar o próprio remédio. São eles, justamente, que compõem uma boa parcela dos eleitores que mais contribuíram para eleger Marcão do Haras e Célia do Zé — e agora descobrem que ficaram fora da lista de prioridades do governo. O que deveria ser uma política pública de cuidado virou mais um instrumento de vaidade e autopromoção, em que a saúde da população serve de cenário para o marketing político e o remédio, ironicamente, é o único item que não chega a quem realmente precisa.

Câmara de Carlópolis aprova contas do ex-prefeito Hiroshi Kubo por unanimidade

Os vereadores de Carlópolis (PR) aprovaram por unanimidade a prestação de contas do ex-prefeito Hiroshi Kubo, referente ao período de sua gestão. A votação ocorreu durante sessão ordinária da Câmara Municipal. A análise das contas segue o trâmite regular previsto em lei, procedimento comum em todos os municípios brasileiros, com base nas recomendações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). Após a aprovação, o ex-prefeito manifestou agradecimento aos vereadores por meio de suas redes sociais, destacando o reconhecimento ao trabalho realizado durante sua administração. O resultado reforça a conclusão do processo de análise contábil e administrativa das ações do Executivo Municipal referentes ao período avaliado. Fonte: Câmara de Vereadores