Mais uma ação impactante do governo Marcão do Haras revela a triste realidade que se escancara no município de Fartura. Desta vez, em parceria com o Secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Paulo Corrêa Custódio, vulgo Surubi, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), beneficiaram de maneira escandalosa um dos seus aliados políticos, o senhor Luiz Sasho, conhecido popularmente como Japonês do Ferro-Velho. Durante a campanha eleitoral, nas eleições municipais de 2024, era evidente a participação de Luiz Japonês na coordenação de ações e eventos promovidos pela coligação “Trabalho e Respeito pelo Povo”, liderada pelos candidatos a prefeito e vice-prefeita, Marcão do Haras e Célia do Zé. Os comentários na cidade eram de que Japonês coordenava a realização de churrascos gratuitos, a distribuição de chope na Feira da Lua de Fartura, a entrega de autorizações para abastecimento de veículos de eleitores, entre outras ações com o objetivo de angariar votos para Marcão do Haras e Célia do Zé. Nos bastidores da política farturense, já se esperava algum benefício em troca do apoio de Japonês durante a campanha eleitoral. Mas o que a população farturense — e, com certeza, o próprio Japonês — não esperava era que seria tão fácil colher os frutos do seu trabalho para eleger, a qualquer custo, a dupla Marcão e Célia do Zé. Luiz Sasho (Japonês) é proprietário da empresa SASHO COMÉRCIO DE SUCATAS LTDA, CNPJ 58.984.607/0001-33, localizada na Avenida das Rosas, nº 85, no Distrito Industrial de Fartura, e atua com a compra e revenda de materiais recicláveis. Nesta semana, o empresário esteve na Chácara Municipal — sede da recém-criada Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente —, local que abriga, para posterior leilão, bens públicos considerados sucateados, como mobiliários, sucata eletrônica, sucata hospitalar, estruturas danificadas de playgrounds infantis, além de veículos encontrados abandonados nas vias públicas e apreendidos pelo Setor de Fiscalização. Com supervisão e autorização do secretário Paulo Surubi, Japonês adentrou as dependências da Chácara Municipal com seu caminhão particular e recebeu — como, talvez, um agradecimento pelos “relevantes serviços prestados” durante a campanha eleitoral — toda a sucata pública que, por lei, deveria ser vendida através de licitação na modalidade leilão. Com essa ação de Surubi, Japonês pôde dar a destinação que bem entendesse aos bens públicos sucateados, através da sua empresa de comércio de sucatas. A Redação teve acesso a gravações de câmeras de segurança instaladas no local, que flagraram a entrada e a saída do caminhão de Japonês carregado com sucata pública. Pelo ramo de trabalho de Japonês, não é difícil deduzir que ele venderá — se é que já não vendeu — toda a sucata retirada da Chácara Municipal, lucrando com a venda desses bens públicos. Essa prática é conhecida na administração pública como ato de Improbidade Administrativa com lesão ao erário e enriquecimento ilícito de terceiro. Isso mesmo: mais um caso de improbidade administrativa envolvendo a administração Marcão do Haras. Esta Redação levantou a informação de que, no ano de 2023, um leilão público foi realizado pela Prefeitura de Fartura para a venda de bens públicos sucateados avaliados em cerca de R$ 206.000,00. Com a realização do leilão, foram arrecadados, através dos lances de várias empresas que arremataram os itens, o valor de R$ 400.000,00, que foi investido em setores como Saúde e Educação. Porém, desta vez, não se sabe como, quando e quanto entrará de recursos nos cofres públicos, já que não houve a realização de leilão — nem mesmo a avaliação prévia dos itens sucateados, também exigida por lei, para sabermos quanto valiam esses bens, hoje, no mercado. Até o momento, não há informações claras e objetivas sobre a destinação e quanto será arrecadado por Japonês através da venda da sucata pública, nem como esse dinheiro será revertido aos cofres públicos. Seria através de PIX? Transferência bancária? Ou da entrega de uma maleta de dinheiro ao prefeito Marcão do Haras? Não sabemos! Segundo informações apuradas pela Redação, foi feita uma denúncia sobre o caso à Promotoria de Justiça de Fartura, apontando um possível conluio entre o prefeito Marcão do Haras, o secretário Paulo Surubi e o empresário Luiz Sasho (Japonês) para a suposta prática de atos de improbidade administrativa, com lesão ao erário e enriquecimento ilícito. O denunciante também solicitou o encaminhamento da denúncia para providências da Câmara de Vereadores. Prestes a completar 100 dias de governo, o prefeito Marcão do Haras e seus correligionários já mostram, verdadeiramente, ao que vieram: escândalos de supostos atos de corrupção, fraude e direcionamento de licitações, cobranças abusivas de preços públicos e perseguições políticas, direcionando Fartura para um rumo lamentável, muito aquém das expectativas criadas pela população. Aguardamos qual será a posição dos vereadores sobre o caso na próxima sessão ordinária da Câmara Municipal, que acontece nesta segunda-feira, 07 — principalmente do presidente do Legislativo, Bruno Guazzelli Durço, de quem se espera transparência, fiscalização e providências contra as ilegalidades cometidas pelo governo municipal, e não manobras para blindar o prefeito e sua equipe, evitando que os escândalos venham à tona. Abaixo desta matéria segue o vídeo das gravações das câmeras de segurança da Chácara Municipal — resguardado o direito constitucional ao sigilo da fonte —, que flagraram o exato momento em que Japonês adentrou e saiu do local com seu caminhão carregado de sucata pública.