O jornalista Luiz Rogério Alvarenga recebeu nesta quarta-feira (10) novas informações sobre o escândalo envolvendo a retirada irregular de sucata pública da Chácara Municipal de Fartura. O secretário de Meio Ambiente e Agricultura, Paulo César Corrêa Custódio, conhecido como Paulo Surubi, teria admitido sua responsabilidade no caso, afirmando que ele próprio autorizou o empresário Luiz Sasho, dono da Sasho Comércio de Sucatas Ltda, a recolher os materiais recicláveis armazenados no local. Surubi admitiu culpa em reunião nas dependências da Câmara Municipal de Fartura, em solicitação de alguns vereadores. Versões conflitantes e movimentações suspeitas Em contato via WhatsApp com o jornalista Luiz Rogério Alvarenga, Luiz Sasho confirmou que realizou a retirada da sucata, alegando que já havia feito esse tipo de coleta em administrações anteriores, inclusive a pedido da então comissionada, as ex-coordenadora da Pasta. Porém, os desdobramentos mais recentes da investigação revelam detalhes preocupantes. Na manhã de hoje, o jornalista e responsável por esta reportagem esteve na sede da empresa Rei do Ferro, localizada no município paranaense de Carlópolis, e conversou com o proprietário Rogério, que confirmou que sua empresa foi acionada por Luiz Sasho para recolher cerca de 1.500 kg de sucata pública da Chácara Municipal. Após essa coleta, o caminhão ainda passou na sede da empresa de Sasho para carregar mais materiais de propriedade do empresário, antes de retornar à Rei do Ferro. Um dado curioso apontado por Rogério da Rei do Ferro é que, após a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa local, Luiz Sasho teria realizado contato com a empresa para recomprar o mesmo peso de material — embora, desta vez, com sucata prensada, diferente da que foi retirada da Chácara Municipal. A nova carga foi entregue no sábado, coberta com lonas pretas, nas dependências do antigo Matadouro Municipal, estando lá até hoje. Uma afirmação A sucata guardada na sede do antigo matadouro não é a mesma que foi retirada pela empresa Luiz Sasho Comércio de Sucatas Ltda, uma afirmação do proprietário do Rei do Ferro de Carlópolis que, com seu caminhão e em prestação de serviços a Luiz Sasho foi até a Chácara Municipal para a retirada do material descartável pela prefeitura de Fartura, vendendo outra sucata e já prensada e que as despesas com a diária do motorista e diesel seriam por conta de Luiz Sasho além do valor da mercadoria. Mudança de versão: doação ou venda? Inicialmente, os rumores indicavam que o secretário Paulo Surubi havia doado a sucata pública a Luiz Sasho. Agora, surgem informações contraditórias de que o material teria sido comprado pelo empresário. Segundo Rogério, Luiz Sasho lhe vendeu a carga, o que, segundo ele, seria uma transação legal, pois “não houve invasão nem retirada sem ordem”. No entanto, o próprio Rogério reconheceu que, neste caso, tratava-se de material público, o que exige outro tipo de procedimento legal — como licitação ou leilão público, que não ocorreu. Reunião tensa e tentativa de contornar a crise Fontes ligadas à prefeito Marcão do Haras informaram que o secretário Paulo Surubi foi chamado para prestar esclarecimentos a pedido dos vereadores Anderson Lima (PSD) e Professor Henrique (PT), na Câmara Municipal. E que, ele teria assumido total responsabilidade pelo episódio, em uma tentativa de poupar o prefeito Marcão do Haras. Contudo, relatos de bastidores indicam que o prefeito ficou “extremamente nervoso” ao saber do caso. Ainda de acordo com essas fontes, uma reunião reservada foi realizada com a presença dos advogados Dr. Victor Salles (chefe de gabinete) e Dr. Frederico (consultor jurídico comissionado), além do próprio Luiz Sasho e de Paulo Surubi, para apurar a origem do erro e buscar uma forma de minimizar os impactos jurídicos e políticos. Falta de documentação e possível improbidade Segundo Rogério, da Rei do Ferro, nenhum documento foi exigido por parte de Luiz Sasho para comprovar a origem do material que lhe foi vendido. Tampouco há informações sobre notas fiscais, recibos ou documentação oficial que comprovem a legalidade da transação entre a prefeitura de Fartura e a empresa Sasho Comércio de Sucatas Ltda. A ausência de documentos comprobatórios pode configurar crime contra a administração pública, com possível ato de Improbidade Administrativa, Lesão ao Erário e Enriquecimento Ilícito de Terceiros, Peculato e até possível Prevaricação, se o assunto for à Câmara Municipal e supostamente seja arquivado, já que o material recolhido pertencia a Prefeitura Municipal de Fartura. Conexões com a campanha eleitoral de 2024 Luiz Sasho, conhecido popularmente como “Japonês do Ferro-Velho”, é apontado por moradores e adversários políticos como uma figura influente na campanha eleitoral de 2024, tendo coordenado eventos, distribuído bebidas e promovido churrascos em apoio à chapa liderada por Marcão do Haras e Célia do Zé. Essa proximidade levanta suspeitas de que a retirada da sucata possa ter sido uma forma de retribuição política — o que, se confirmado, agrava ainda mais a gravidade do caso. Futuro incerto e cobrança por transparência Enquanto a população aguarda esclarecimentos formais, a expectativa se volta para a próxima sessão ordinária da Câmara Municipal. Vereadores da base governista e da oposição são pressionados a se posicionar diante dos fatos, especialmente o presidente do Legislativo, Bruno Guazzelli Durço (PSD). Fontes ligadas ao prefeito Marcão do Haras disseram que ele também deverá se manifestar ainda hoje, às 18h, durante uma live em que apresentará um balanço dos seus 100 primeiros dias de governo. Resta saber se abordará com transparência o caso da sucata ou continuará tentando se esquivar da responsabilidade. Vale destacar que caso a versão de Surubi, de que o prefeito não teve participação nos atos por ele praticados, o mínimo que Marcão do Haras deveria ter feito, era instaurar uma Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar para apurar quem tanto deu causa ao descumprimento flagrante das Leis que regem a administração pública, ocasionando todo esse desgaste ao governo Marcão do Haras. Mas nem isso foi feito! O jornalista Luiz Rogério Alvarenga permanece acompanhando de perto os desdobramentos e reforça o compromisso com a verdade, a fiscalização dos atos públicos e o direito da população de Fartura à