Portal "Notícias da Divisa"

Author name: Luiz Rogério Alvarenga

Gstaff pode encerrar serviços de limpeza dos prédios públicos e mais de 30 trabalhadoras podem ser afetadas

Informações recebidas pelo Notícias da Divisa apontam que contrato termina nesta sexta-feira (21); agentes operacionais da Prefeitura deverão retornar às funções de limpeza a partir de segunda-feira A Prefeitura de Fartura poderá enfrentar mudanças na prestação dos serviços de limpeza dos prédios públicos municipais a partir da próxima segunda-feira (24). Informações recebidas pelo Portal Notícias da Divisa nesta quinta-feira (20) apontam que o contrato com a Gstaff Infraestruturas e Serviços Especializados Ltda., empresa responsável atualmente pela prestação desses serviços, termina nesta sexta-feira (21) e poderá não ser renovado. Até o fechamento desta matéria, não havia manifestação oficial da Prefeitura ou da empresa confirmando como ficará a prestação do serviço a partir da próxima semana. Mais de 30 trabalhadoras podem perder seus empregos A possível saída da empresa gera preocupação principalmente entre as trabalhadoras contratadas pela Gstaff que atuam diariamente na limpeza dos prédios públicos municipais. Segundo informações recebidas pela reportagem, mais de 30 mulheres poderão perder seus empregos caso o contrato seja encerrado. Algumas dessas profissionais procuraram representantes políticos e outras pessoas em busca de informações, pois alegam que ainda não receberam uma comunicação oficial sobre o que acontecerá a partir da próxima semana. São mulheres que, em alguns casos, trabalham há mais de dois anos na limpeza dos prédios públicos e agora convivem com a incerteza sobre a manutenção de seus empregos. Caso os desligamentos sejam confirmados, serão mais de 30 famílias diretamente afetadas pela decisão. Agentes operacionais deverão retornar à limpeza Ao mesmo tempo, servidores municipais concursados no cargo de agente operacional deverão retornar às atividades de limpeza dos prédios públicos. De acordo com informações apuradas pelo Notícias da Divisa, alguns desses servidores atualmente desempenham funções em outros setores da administração municipal e estariam sendo comunicados sobre o retorno às atividades a partir da próxima segunda-feira. Há casos, segundo relatos recebidos pela reportagem, de servidores que estão há vários anos atuando em outros departamentos. A mudança poderá provocar uma reorganização interna da Prefeitura, já que o retorno desses profissionais à limpeza dos prédios públicos também deixará lacunas nos setores onde atualmente prestam serviços. Falta de diálogo gera reclamações Outro ponto que chama a atenção é a forma como as possíveis mudanças estão chegando ao conhecimento das pessoas diretamente envolvidas. Trabalhadoras da empresa relatam que ainda não receberam informações claras sobre a continuidade de seus empregos, enquanto servidores municipais também foram surpreendidos com a possibilidade de retorno às antigas funções. A situação volta a colocar em discussão a comunicação da administração municipal com seus servidores e com os profissionais que prestam serviços ao município. Recentemente, Fartura já enfrentou uma situação de desgaste envolvendo os coletores de lixo, quando mudanças na organização do serviço provocaram reclamações dos funcionários e da população. Prefeitura precisa esclarecer o que acontecerá na segunda-feira Com o contrato previsto para terminar nesta sexta-feira, é importante que a Prefeitura esclareça como será realizada a limpeza dos prédios públicos a partir de segunda-feira e qual será a situação das mais de 30 profissionais atualmente contratadas pela empresa. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação oficial sobre eventual renovação ou encerramento definitivo do contrato, nem sobre o desligamento das trabalhadoras. O Portal Notícias da Divisa mantém espaço aberto para manifestação da Prefeitura Municipal de Fartura e da Gstaff Infraestruturas e Serviços Especializados Ltda., especialmente para esclarecer a situação contratual, o futuro das profissionais e como será organizada a prestação dos serviços de limpeza dos prédios públicos municipais a partir da próxima semana.

Marcão do Haras busca financiamento milionário para cumprir promessas de campanha

Prefeito pretende contratar R$ 20 milhões para obras de infraestrutura; vereadores pedem documentos técnicos e demonstram preocupação com impacto da dívida nos próximos anos Na noite desta quarta-feira (12), a Câmara Municipal de Fartura realizou audiência pública para discutir a possibilidade de o município contratar um novo financiamento, desta vez no valor de R$ 20 milhões, destinado a obras de infraestrutura. A operação pretendida pela administração do prefeito Marcão do Haras ainda dependerá da análise e autorização do Poder Legislativo. Este seria mais um financiamento contratado pela atual gestão. Em 2025, a Prefeitura já havia realizado uma operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 5 milhões, destinada à construção de unidades habitacionais. Participaram da audiência o presidente da Câmara, Bruno Guazzelli, e os vereadores João Buranello, Juliano Damásio, Henrique Lucarelli, Sildemar Fabro e Léo Maia. A audiência foi divulgada com pouca antecedência, o que resultou em baixa participação popular. Em contrapartida, o plenário contou com presença expressiva de secretários municipais e servidores comissionados da Prefeitura. Embora a presença de integrantes da administração tenha sido evidente, qualquer afirmação de que houve convocação para “blindar” politicamente a gestão depende de comprovação. O fato objetivo é que representantes do Executivo ocuparam parte significativa do público presente. PROMESSA DE SEIS MESES AINDA AGUARDA SOLUÇÃO Um dos pontos que chama atenção na discussão sobre o novo financiamento envolve os bairros Jardim da Serra I, Jardim da Serra II e Marli Meneghel. Durante a campanha eleitoral de 2024, o então candidato Marcão do Haras utilizou suas redes sociais para criticar as condições do lajotamento desses bairros e afirmou que resolveria o problema nos primeiros seis meses de sua administração. A promessa teve peso político durante a campanha. Muitos moradores acreditaram que o problema seria resolvido em apenas seis meses e confiaram seu voto ao então candidato. Passados aproximadamente um ano e oito meses do início do mandato, porém, a solução prometida ainda não foi concretizada. Agora, a administração pretende utilizar recursos de um financiamento de R$ 20 milhões para executar obras de infraestrutura. Durante a audiência, o prefeito também informou que uma parcela desse valor deverá ser destinada à infraestrutura do Distrito Industrial II. A situação tem provocado críticas e frustração entre moradores que acreditaram na promessa eleitoral. O principal questionamento é que uma obra anunciada como compromisso de governo poderá, na prática, ser realizada por meio de endividamento público, cuja conta será paga pelo próprio município ao longo dos próximos anos, com juros e encargos. Entre os moradores contrários à operação, há ainda questionamentos sobre a busca por outras fontes de recursos. Antes de contratar uma dívida dessa dimensão, cobram da administração esclarecimentos sobre quais esforços foram realizados para captar recursos a fundo perdido, convênios e transferências junto aos governos Estadual e Federal, alternativas que poderiam reduzir o impacto financeiro sobre os cofres municipais. Assim, uma promessa apresentada durante a campanha como solução para os primeiros seis meses de governo chega ao segundo ano da administração ainda pendente e, caso o financiamento seja aprovado, poderá ser executada com dinheiro emprestado, deixando para o orçamento municipal dos próximos anos o pagamento da conta. DE ALIADOS NA ELEIÇÃO A EMBATE NA AUDIÊNCIA A audiência também foi marcada por momentos de tensão entre o prefeito Marcão do Haras e o presidente da Câmara, Bruno Guazzelli. Bruno, que esteve politicamente alinhado ao atual prefeito durante o período eleitoral, apresentou questionamentos sobre as condições da operação de crédito e seus possíveis impactos nas finanças municipais. Durante a discussão, o prefeito elevou o tom e chamou o presidente da Câmara de “mentiroso”. Bruno buscou prosseguir com seus questionamentos, mas teve sua manifestação interrompida em diferentes momentos pelo prefeito e também por integrantes da administração presentes no plenário. O episódio evidenciou o distanciamento político entre dois agentes públicos que estiveram no mesmo campo durante a eleição municipal de 2024. PREOCUPAÇÃO COM UMA CONTA QUE PODE CHEGAR A R$ 32 MILHÕES Entre as principais preocupações apresentadas durante a audiência está o impacto que o financiamento poderá produzir nas contas públicas nos próximos anos. Segundo informações apresentadas durante a discussão, a operação prevê um período de dois anos de carência antes do início dos pagamentos. Considerando juros e demais encargos financeiros, foi mencionado que o desembolso total do município ao longo do contrato poderá chegar a aproximadamente R$ 32 milhões. Esse valor, no entanto, deverá ser confirmado a partir da documentação técnica e das condições definitivas da operação de crédito. De acordo com o presidente Bruno Guazzelli, os questionamentos apresentados durante a audiência tiveram como objetivo obter informações suficientes para que o Legislativo possa avaliar as consequências financeiras da operação. A preocupação manifestada é que uma dívida dessa dimensão possa, futuramente, reduzir a margem financeira do município e impactar investimentos e serviços em setores essenciais como Educação, Saúde e Assistência Social. Uma operação de crédito de R$ 20 milhões não representa recurso gratuito. Trata-se de uma dívida que deverá ser paga pelos cofres públicos ao longo dos próximos anos, acrescida de juros e demais encargos previstos no contrato. Por isso, além de discutir quais obras serão executadas, a Câmara deverá analisar a capacidade financeira do município para assumir esse compromisso sem comprometer o equilíbrio das contas públicas. VEREADORES VÃO SOLICITAR DOCUMENTOS ANTES DE DECIDIR Os vereadores informaram que solicitarão à Prefeitura documentos e informações técnicas antes da análise e votação de eventual projeto autorizando a contratação do novo financiamento. Entre os pontos que deverão ser avaliados estão a taxa de juros, prazo total da operação, período de carência, quantidade e valor das parcelas, custo efetivo total, garantias oferecidas, capacidade de pagamento do município, cronograma das obras e projeção do impacto da dívida nos próximos exercícios financeiros. Os parlamentares também deverão buscar informações sobre a atual situação financeira da Prefeitura e os demais compromissos já assumidos pelo município. A análise desses documentos será fundamental para que a Câmara possa avaliar não apenas onde os R$ 20 milhões serão investidos, mas principalmente quanto essa operação efetivamente custará ao contribuinte e

Chácara Municipal de Fartura – Novos escândalos

Questionamentos sobre tratamento desigual entre servidores levantam debate sobre critérios na Administração Marcão do Haras e Célia do Zé Questionamentos relacionados ao tratamento dispensado a diferentes servidores têm gerado debate sobre a existência de critérios uniformes dentro da Administração Marcão do Haras e Célia do Zé. A discussão envolve situações em que determinadas parcerias, benefícios ou formas de auxílio seriam admitidos para alguns funcionários, enquanto iniciativas semelhantes, quando realizadas por outros, passam a ser alvo de críticas ou questionamentos, até mesmo motivo de denúncias. A situação foi exposta por um servidor, que afirma que as questões não estariam restritas, mas envolveriam também outros funcionários. Segundo o relato, haveria casos em que determinados servidores usufruiriam de benefícios ou de estruturas públicas para atividades de interesse pessoal, inclusive em construções, enquanto pedidos semelhantes feitos por outros funcionários seriam alvo de denúncias ou restrições. O denunciante questiona, nesse contexto, quais critérios são utilizados para diferenciar as situações e defende que eventuais regras devem ser aplicadas de maneira uniforme, independentemente de quem esteja envolvido. Outro ponto levantado diz respeito à avaliação do desempenho dos funcionários. Segundo o relato, haveria comentários entre servidores de que alguns trabalhadores estariam sobrecarregados enquanto outros permaneceriam parte do expediente sem realizar atividades, “de boa apreciando a lagoa”. A crítica, porém, é que esse tipo de avaliação nem sempre consideraria as diferenças entre as funções exercidas, especialmente aquelas que envolvem atendimento externo, deslocamentos e situações de maior complexidade. Também foram mencionadas acusações relacionadas ao ambiente de trabalho, incluindo a suposta prática de servidores denunciarem colegas à chefia enquanto, paralelamente, ocorreriam situações como o registro de ponto em nome de outros funcionários durante finais de semana para posterior obtenção de horas. As alegações, caso confirmadas, levantariam questões administrativas que poderiam ser apuradas pelos responsáveis pelo setor, especialmente quanto ao cumprimento das normas de jornada, registro de ponto, utilização de recursos públicos e tratamento isonômico entre os servidores do setor. Uma outra denúncia de que, um concursado para tal função está no setor designado, pois o concurso que prestou, o mesmo não tem aptidão para a função que prestou o concurso, levantando suspeitas. A manifestação também aponta para uma percepção de conflito interno, com a alegação de que funcionários mais antigos exerceriam influência sobre decisões e relações hierárquicas, criando, segundo o relato, um ambiente no qual os limites entre atribuições funcionais e relações pessoais nem sempre seriam claros, resumindo: “eu mando e você obedece”. Diante das acusações, o ponto central do questionamento é a necessidade de critérios objetivos e iguais para todos. Se determinada prática é permitida, a avaliação sobre sua legalidade e adequação deve seguir os mesmos parâmetros quando envolver outros servidores. Da mesma forma, se existe uma norma que restringe determinada conduta, ela deve ser aplicada de forma uniforme. As situações relatadas constituem alegações do servidor e, para que sejam confirmadas, dependem de apuração e eventual manifestação dos responsáveis pela Administração. O debate, entretanto, reforça a importância da transparência, da fiscalização e da adoção de critérios claros nas relações de trabalho no serviço público. Mais do que apontar culpados, a questão colocada é objetiva: as mesmas regras estão sendo aplicadas a todos os servidores ou os critérios variam conforme as pessoas envolvidas?

Açude se rompe e provoca alagamento de rodovia entre Fartura e Taguaí

Um açude localizado na Fazenda Augusta, na região entre os municípios de Fartura e Taguaí, rompeu por volta do meio-dia do último sábado (8). O rompimento provocou um grande volume de água sobre a rodovia que liga os dois municípios. A vazão de água atingiu a estrada e também contribuiu para a elevação significativa do nível do Rio Fartura, que apresentou volume acima do normal. Diante das condições do trecho, o tráfego de veículos foi interrompido. A ponte de madeira localizada na área rural, nas proximidades da propriedade do senhor Dominguinhos, permaneceu interditada preventivamente até a redução do nível da água e o restabelecimento das condições de segurança para a circulação. A Defesa Civil de Fartura esteve no local prestando apoio e orientando os motoristas sobre a situação. A recomendação foi para que os condutores evitassem o trecho e não tentassem atravessar áreas alagadas ou locais onde houvesse risco provocado pela correnteza. Não foram registrados acidentes no trecho afetado pelo alagamento. Imagens: Thiago Amaral

Noventa anos de presença cisterciense em Itaporanga: um jubileu de fé, oração e esperança

A Abadia Nossa Senhora da Santa Cruz celebra as Bodas de Álamo, recordando nove décadas de uma presença marcada pela oração, pelo trabalho e pelo serviço à Igreja. O jubileu reúne monges, bispos, sacerdotes e fiéis para agradecer a Deus por uma história que continua fecunda. Em um clima de profunda ação de graças, a comunidade monástica da Abadia Nossa Senhora da Santa Cruz, em Itaporanga, no interior paulista, celebrou os 90 anos da chegada dos monges cistercienses ao Brasil. O jubileu, conhecido como Bodas de Álamo, tornou-se ocasião privilegiada para recordar a fidelidade de Deus ao longo dessas nove décadas e renovar o compromisso da vida monástica com a evangelização, a oração e a hospitalidade. Embora a Santa Missa Jubilar tenha sido celebrada em 24 de julho, as festividades alcançaram seu ponto culminante nesta quarta-feira, 5 de agosto, data que marca a fundação da comunidade monástica em Itaporanga. Nos dias que antecederam a celebração, um Tríduo Preparatório reuniu diariamente monges, sacerdotes, religiosos e numerosos fiéis em momentos de oração, preparando espiritualmente o jubileu. A celebração eucarística de abertura foi presidida pelo cardeal Dom Paulo César Costa, tendo como concelebrantes o bispo Dom Eduardo Malaspina, o atual abade Dom Bento Gonçalves de Oliveira, filho de Itaporanga, e o abade emérito Dom Celso Lourenço de Oliveira, além da comunidade monástica, sacerdotes, seminaristas e centenas de peregrinos vindos de diversas regiões. Durante a liturgia, a memória agradecida voltou-se aos monges fundadores, aos benfeitores e a todos aqueles que, ao longo do tempo, edificaram a história espiritual da Abadia. Após a belíssima celebração. a comunidade monástica ofereceu aos convidados, amigos e comunidade itaporanguense, uma recepção nas dependências da Hospearia do Mosteiro, onde foram servidos salgadinhos, refrigerante e bolo para comemorar os 90 anos de presença do monges em Itaporanga. Dom Abade Emérito Celso de Oliveira acolheu os presentes, fez um momento Mariano e abençoou a refeição. Dom Abade Bento, padres Roberto, João Crisóstomo e Alberico passaram de mesa em mesa cumprimentando e acolhendo os presentes. Uma fundação nascida da esperança A história da Abadia Nossa Senhora da Santa Cruz teve início em 5 de agosto de 1936. Provenientes da histórica Abadia de Himmerod, na Alemanha, os primeiros monges chegaram a Itaporanga em meio às crescentes perseguições impostas pelo regime nazista. O Brasil tornou-se terra de acolhida para uma comunidade que desejava preservar a tradição cisterciense e continuar vivendo o ideal monástico inspirado na Regra de São Bento. Entre os pioneiros encontravam-se o então prior Dom Atanásio Merkle, o irmão Lucas Mertens e outros religiosos que, unidos pelo espírito do ora et labora, iniciaram a construção do mosteiro com as próprias mãos. Os tijolos utilizados nas primeiras edificações foram produzidos pelos próprios monges em uma olaria instalada no Bairro Mosteirinho, sinal de uma comunidade que fez do trabalho uma expressão concreta da oração e da confiança na Providência. Com a inauguração da ala frontal do mosteiro, em 1943, consolidou-se definitivamente a presença da Ordem Cisterciense em Itaporanga. Poucos anos depois, teve início a construção da Igreja Abacial São João Batista, projetada pelo arquiteto alemão Albert Bosslet, hoje considerada uma das maiores igrejas abaciais da América Latina e um dos principais marcos da arquitetura religiosa brasileira. Uma herança que continua a frutificar Ao longo de nove décadas, a Abadia tornou-se muito mais que um mosteiro. Sua comunidade assumiu a missão pastoral de paróquias da região, promoveu retiros espirituais, preservou a tradição do canto gregoriano e da liturgia monástica, além de desenvolver atividades agrícolas que sustentam a vida comunitária segundo o carisma beneditino. A espiritualidade cisterciense, marcada pelo silêncio, pela simplicidade e pela busca incessante de Deus, continua sendo testemunho vivo para a Igreja e para a sociedade. Ao longo de sua história, a comunidade foi conduzida por abades que marcaram diferentes etapas de seu desenvolvimento. O fundador, Dom Atanásio Merkle, lançou os alicerces espirituais e materiais da Abadia. Seu sucessor, Dom Estevam Stork, fortaleceu a dimensão missionária e pastoral durante mais de três décadas. Em seguida, Dom Luís Alberto Ruas Santos promoveu um renovado impulso à espiritualidade cisterciense, enquanto Dom Celso Lourenço de Oliveira dedicou-se ao resgate da memória histórica e ao fortalecimento da identidade monástica. Atualmente, a comunidade é conduzida por Dom Bento Gonçalves de Oliveira, natural de Itaporanga, cuja eleição simboliza a maturidade de uma obra iniciada pelos monges vindos da Alemanha e hoje plenamente enraizada em solo brasileiro. Celebrar as Bodas de Álamo é reconhecer que a história da Abadia Nossa Senhora da Santa Cruz continua sendo escrita pela fidelidade cotidiana de homens consagrados que fazem da oração, do trabalho e da hospitalidade um testemunho permanente do Evangelho. Noventa anos depois da chegada dos primeiros monges, permanece vivo o convite para que esta tradição continue iluminando a Igreja e despertando novas vocações para a vida monástica.

Crise na coleta se arrasta e prefeito evita enfrentar o problema

A crise na coleta de lixo em Fartura continua sem solução. Na manhã desta terça-feira, diversos bairros do município amanheceram novamente com sacos de lixo acumulados nas calçadas e espalhados pelas ruas, cenário que vem se repetindo nos últimos dias e aumentando a indignação da população. Conforme já noticiado pelo Portal Notícias da Divisa, o impasse teve início após a decisão da administração municipal de reduzir as horas extras dos coletores de lixo. A categoria afirma que a medida representa perda significativa na remuneração e denuncia falta de valorização por parte da Prefeitura. Os trabalhadores também questionam o fato de, enquanto os coletores sofrem com cortes na remuneração, servidores ligados ao alto escalão da administração receberem salários elevados, acrescidos de gratificações e horas extras, o que, segundo eles, evidencia tratamento desigual dentro da estrutura do governo municipal. Câmara aprova moção de apelo A situação chegou à Câmara Municipal na sessão desta segunda-feira. O vereador João Buranello apresentou uma Moção de Apelo solicitando que o prefeito Marcão do Haras abra diálogo com os coletores e busque uma solução definitiva para a crise, evitando que a população continue sendo prejudicada pela interrupção do serviço. Durante a discussão, o vereador Anderson Lima afirmou que, caso os coletores entendam que estão sendo prejudicados, devem procurar o Ministério Público para defender seus direitos. Já o vereador Toninho do Batista, cuja esposa ocupa atualmente o cargo de secretária municipal de Assistência Social, defendeu a administração e afirmou que o prefeito não retirou nenhum direito dos servidores. O presidente da Câmara também se manifestou durante o debate e reforçou o apelo para que o prefeito conduza pessoalmente as negociações com os trabalhadores, priorizando o diálogo como forma de solucionar o impasse. Enquanto não há acordo entre a Prefeitura e os coletores, a população continua enfrentando as consequências da crise, com lixo acumulado em diversos pontos da cidade e crescente preocupação com os impactos na saúde pública e na qualidade de vida dos moradores. Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Fartura não havia informado quais medidas pretende adotar para solucionar o problema. O Portal Notícias da Divisa mantém o espaço aberto para manifestação da administração municipal e dos agentes públicos citados nesta matéria.

Integrante de facção é preso em Fartura por suspeita de homicídio ligado ao tráfico de drogas

Operação da Polícia Civil também resultou na prisão de um suspeito de latrocínio ocorrido em Canitar; investigações seguem sob responsabilidade da DIG de Itapeva A Polícia Civil de Itapeva realizou, na manhã desta sexta-feira (31), uma operação na zona rural de Fartura que resultou na prisão de um homem investigado por um homicídio relacionado ao tráfico de drogas. Segundo as investigações, o crime ocorreu em abril de 2025, no município de Itaberá, e teria sido motivado pelo fato de a vítima comercializar entorpecentes sem a autorização da facção criminosa que atua na região. De acordo com a corporação, o suspeito preso é apontado como integrante da organização criminosa e também é investigado por envolvimento em outro homicídio registrado no município de Tejupá. Durante a operação, equipes da Polícia Civil também cumpriram mandados de busca e apreensão em Taquarituba. No local, foram apreendidos aproximadamente R$ 8 mil em dinheiro e um aparelho celular, que serão analisados no decorrer das investigações. A ação ainda resultou na prisão de um segundo homem, suspeito de participação em um latrocínio — roubo seguido de morte — ocorrido em junho deste ano, no município de Canitar. Os dois suspeitos foram conduzidos à delegacia e permaneceram à disposição da Justiça. As investigações prosseguem sob responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapeva, que busca esclarecer todos os detalhes dos crimes e identificar possíveis outros envolvidos.

Fartura amanhece novamente no lixo e crise na coleta se agrava

Vários bairros de Fartura amanheceram nesta quinta-feira com sacos de lixo acumulados nas calçadas, cenário que voltou a gerar reclamações da população e aumentou a sensação de abandono em diferentes regiões da cidade. Conforme noticiado anteriormente pelo Portal Notícias da Divisa, o município enfrenta uma crise na coleta de lixo após o descontentamento dos coletores com o corte de horas extras. Mesmo após uma reunião entre o prefeito Marcão do Haras e os trabalhadores, o problema ainda não foi solucionado e os reflexos já podem ser vistos nas ruas. Moradores registraram imagens de lixo acumulado em frente às residências e relataram preocupação com o mau cheiro, a presença de animais e os riscos à saúde pública. Segundo informações apuradas pelo Portal, o prefeito reuniu-se com os coletores e teria prometido buscar uma solução para o impasse. No entanto, servidores ouvidos pela reportagem afirmam que a reunião serviu apenas para conter a greve que vinha sendo discutida pela categoria, sem que, até o momento, houvesse uma solução definitiva para as reivindicações. Os trabalhadores alegam que, enquanto enfrentam cortes nas horas extras e redução na remuneração, servidores ligados ao alto escalão da administração recebem salários significativamente maiores, acrescidos de gratificações, horas extras e outros benefícios. A comparação tem aumentado o clima de revolta entre os coletores. Um servidor, que pediu para não ser identificado por receio de sofrer represálias, afirmou ao Portal: “O secretário Márcio está nos ameaçando, fazendo uma pressão psicológica muito grande.” A reportagem também apurou que o clima entre os servidores continua tenso e que novas paralisações não estão descartadas caso o impasse não seja resolvido. Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Fartura não havia divulgado nota oficial sobre o acúmulo de lixo registrado nesta quinta-feira, nem respondeu às alegações apresentadas pelos servidores. O Portal Notícias da Divisa mantém o espaço aberto para que a Prefeitura de Fartura, o prefeito Marcão do Haras e os secretários citados apresentem seus esclarecimentos e sua versão dos fatos.

Vídeo de veículo da Saúde com princípio de incêndio preocupa moradores e reacende debate sobre gestão da frota em Fartura

Um vídeo que circulou nas redes sociais na tarde de ontem falou sobre preocupação entre moradores de Fartura. As imagens mostram um veículo da Secretaria Municipal de Saúde parado às margens da rodovia, nas proximidades do município de Itaí, com aparente princípio de incêndio em um dos pneus. Segundo informações apuradas pelo Portal Notícias da Divisa, ninguém ficou ferido. Apesar disso, o episódio voltou a levantar questionamentos sobre as condições da frota utilizada no transporte de pacientes e na gestão dos veículos da Saúde. Nos últimos meses, os decretos publicados pela Administração Municipal estabeleceram novos critérios para a utilização do transporte de pacientes. Na avaliação de vários municípios, as medidas dificultaram o acesso ao serviço público, gerando queixas e insegurança. Um motorista da Prefeitura, que pediu para não ser identificado, invejou um áudio ao Portal relatando insatisfação com a situação. “Está cada dia mais difícil trabalhar com esta administração. Sempre a culpa é do servidor ou do município. Ninguém assume responsabilidades no governo Marcão do Haras.” O Portal Notícias da Divisa segue acompanhando o caso. Até o momento da publicação desta matéria, nem o prefeito Marcão do Haras nem a Secretaria Municipal de Saúde conseguiram se manifestar oficialmente sobre o ocorrido. O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Fartura e a Secretaria Municipal de Saúde apresentem seus esclarecimentos.

Tribunal de Contas suspende licitação de R$ 8,5 milhões para transporte escolar em Fartura

Decisão reforça uma sequência de intervenções do Tribunal de Contas em licitações da Prefeitura de Fartura, diante de falhas apontadas nos editais e de questionamentos sobre possíveis indícios de direcionamento que vêm sendo analisados pela Corte. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou a suspensão cautelar da licitação promovida pela Prefeitura de Fartura para contratação do transporte escolar rural do município. O certame, estimado em R$ 8.537.722,00, previa a contratação de empresa para fornecimento de veículos, motoristas e monitores pelo período de 12 meses. A decisão foi proferida pelo conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, após representação que apontou diversas possíveis irregularidades no edital do Pregão Presencial nº 06/2026. Entre os principais problemas apontados pelo Tribunal estão: • Restrição indevida às modalidades de garantia da proposta previstas em lei. • Contradições nas regras sobre substituição e idade máxima dos veículos. • Dúvidas sobre a adoção da modalidade de pregão presencial, embora o município já utilize pregão eletrônico em outras contratações. • Divergências nos quantitativos do edital. • Regras que podem restringir a competitividade entre as empresas interessadas. • Ausência de critérios claros em diversos itens do processo licitatório. Na decisão, o TCE entendeu que os indícios apresentados são suficientes para comprometer a isonomia, a competitividade e a correta formulação das propostas, determinando que a Prefeitura se abstenha de praticar qualquer ato relacionado ao certame até nova deliberação da Corte. Além da suspensão, o Tribunal concedeu prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura de Fartura comprove a paralisação da licitação e apresente esclarecimentos sobre todos os questionamentos levantados na representação. O processo ainda será submetido ao Plenário do TCE para referendo da medida cautelar. A decisão representa mais um revés para um processo licitatório de grande impacto financeiro na administração municipal, que agora dependerá da análise do Tribunal para definir se o edital será corrigido, revogado ou poderá prosseguir após eventual regularização. O Portal Notícias da Divisa informa que o espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Fartura. Caso a administração municipal encaminhe esclarecimentos ou posicionamento oficial sobre a decisão do Tribunal de Contas, a reportagem será atualizada para garantir o contraditório e o direito de resposta. NA ÍNTEGRA O DOCUMENTO: TRIBUNAL DE CONTAS – TRANSPORTE