Representantes do sistema judiciário, forças de segurança, assistência social e lideranças políticas se reuniram na última sexta-feira (9) no Fórum da cidade para discutir e fortalecer o combate à violência doméstica. O encontro foi promovido pela Patrulha Maria da Penha, do 2º Batalhão da Polícia Militar, e reforçou a integração entre instituições que atuam na proteção às vítimas. A iniciativa contou com a presença do comandante do 2º BPM, tenente-coronel Márcio Jaquetti, que destacou a importância do trabalho conjunto para garantir o cumprimento das medidas protetivas e ampliar as ações de prevenção. “É essa articulação que permite respostas mais rápidas e eficazes, com visitas comunitárias e fiscalização ativa”, afirmou o oficial. Durante a reunião, foram debatidas estratégias para tornar as visitas preventivas mais eficientes, bem como ampliar a divulgação de canais de denúncia e ferramentas de apoio às vítimas. Entre os recursos mencionados estiveram o programa Rede Ampara, da Defensoria Pública, o aplicativo APP 190 da Polícia Militar do Paraná, e os telefones de denúncia 180 e 181. O evento reuniu autoridades locais, como o promotor de Justiça Dr. Diego, a juíza de Direito Dra. Andréa, conselheiros tutelares, a vereadora Simone Rossi, a secretária de Assistência Social Fabielle Abucarub, a assistente social do CREAS, Josefa Iris, e a primeira-dama do município, Cássia Oliveira. A mobilização reforça a necessidade de ações permanentes e integradas. Para os organizadores, a união entre poder público, sistema de justiça e sociedade civil é essencial para garantir mais segurança e dignidade às mulheres. “É um esforço coletivo pela vida, pela justiça e pela construção de um ambiente mais seguro para todas”, resumiu a secretária Fabielle. Ferramentas e programas de apoio às vítimas APP 190 – Polícia Militar do Paraná Disponível gratuitamente para Android e iOS, o aplicativo APP 190 oferece um canal direto para acionamento da PM em situações de emergência. Um dos principais recursos é o Botão do Pânico Virtual, exclusivo para mulheres com medidas protetivas e autorização judicial. Para utilizar: Baixe o app “190 PR”. Faça o cadastro com dados da medida protetiva. Ative o GPS do celular. Em caso de risco, deslize o botão vermelho e selecione o nome do agressor. O botão aciona imediatamente a Polícia Militar e grava um minuto do som ambiente, auxiliando a resposta à ocorrência. Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 O telefone 180 é um canal gratuito e disponível 24 horas por dia. Oferece: Orientações sobre direitos e leis. Informações sobre serviços especializados. Encaminhamento de denúncias. Atendimento também via WhatsApp: (61) 9610-0180. Em emergências, a recomendação é ligar diretamente para o 190. Disque Denúncia – 181 O número 181 permite denúncias anônimas sobre qualquer tipo de crime, inclusive violência doméstica. O denunciante recebe uma senha para acompanhar o andamento do caso. A identidade é mantida em sigilo absoluto. Iniciativas de proteção às mulheres no Paraná Programa Mulher Segura Paraná Coordenado pela Secretaria de Segurança Pública, o programa atua na prevenção da violência e na proteção às vítimas por meio de: Operações de fiscalização. Palestras e campanhas de conscientização. Treinamento de agentes de segurança. Estruturação de espaços humanizados nas delegacias. Desde sua criação, a iniciativa já reduziu em 37% o número de feminicídios em 20 cidades do estado. Patrulha Maria da Penha Criada para garantir o cumprimento das medidas protetivas, a patrulha realiza: Visitas preventivas. Monitoramento de agressores. Orientações sobre o ciclo da violência. Ações educativas em parceria com outros órgãos. Projeto Ampara Desenvolvido pela Defensoria Pública, o projeto oferece apoio integral às vítimas: Atendimento psicológico, jurídico e social. Encaminhamento para casas de acolhimento. Auxílio na obtenção de medidas protetivas. Capacitação profissional para autonomia financeira. A reunião em Carlópolis e os programas apresentados reafirmam o compromisso das autoridades na construção de políticas públicas eficazes de proteção às mulheres. A integração entre as instituições e o engajamento comunitário são fundamentais para romper o ciclo da violência e promover a justiça.